Mineirão vai rever ‘figurinhas carimbadas’, mas terá oito estreantes no estádio pela Seleção
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Mineirão vai rever ‘figurinhas carimbadas’, mas terá oito estreantes no estádio pela Seleção


Palco do jogo desta terça-feira, entre Brasil e Paraguai, às 21h30, pela 16ª e antepenúltima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar, o Mineirão vai reencontrar vários jogadores acostumados a atuar no estádio, mas quase um time – oito atletas – jamais atuaram no Gigante da Pampulha. Os dados são da assessoria do estádio. Entre os novatos, destacam-se o atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid e o volante Fred, do Manchester United.

Vinícius Júnior teve passagem curta pelo profissional do Flamengo até ser negociado com o time espanhol. O atacante chegou a ficar no banco de reservas na final da Copa do Brasil de 2017, mas não atuou naquela partida, em que viu o Cruzeiro conquistar o título. Em BH, Vini só jogou no Independência, duas vezes contra o Atlético-MG, e uma com a Seleção Sub-17.

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Já o volante Fred nasceu na capital mineira, foi formado nas categorias de base do Galo, mas se transferiu para o Internacional, onde se profissionalizou. O período e que jogou pelo Colorado, entre 2009 e 2013, coincidiu com a reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014. Pelo Inter, Fred atuou apenas no Independência (contra o Atlético-MG) e na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (contra o Cruzeiro). O jogador não esconde a ansiedade por, enfim, poder fazer sua estreia no Gigante da Pampulha.

- É um prazer estar voltando a Belo Horizonte. Fui nascido e criado aqui em Venda Nova, no Jardim Europa. Será uma honra. Nunca tive a oportunidade de jogar no Mineirão. Quando subi para o profissional (do Internacional), o Mineirão estava em reforma, joguei só no Independência. Poder jogar no Mineirão com a camisa da Seleção, vai ser uma honra. Junto com a minha família presente - disse o jogador, que levou para Manchester as raízes mineiras.

- Em casa, não pode faltar aquele pão de queijo. Lá na Inglaterra, a gente consegue encontrar um pão de queijo, que eu praticamente todo dia como um com doce de leite. Mas o que eu sinto muita falta mesmo é daquela couve no almoço de domingo - comentou Fred.

O atacante Matheus Cunha, do Atlético de Madrid, os meias Raphinha, do Leeds United, e Fabinho, do Liverpool, o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, e o lateral Alex Telles, do Manchester United, também não jogaram no Mineirão. O goleiro Ederson, do Manchester City, ficou no banco de reservas no duelo entre Brasil e Argentina, na semifinal da Copa América de 2019, mas não entrou na partida.

Já o lateral Alex Sandro, da Juventus, não conhece o Mineirão após a reforma, concluída no fim de 2012, mas esteve no estádio antes, em 2010, quando atuou pelo Santos, no empate em 0 a 0 com o Cruzeiro.

Quem já está acostumado a jogar no Mineirão sabe como o torcedor mineiro gosta de futebol e cobra boas atuações e, principalmente, vitórias, quando o assunto é Seleção. É o caso do experiente lateral Daniel Alves.

- Acho que a gente tem uma relação bastante particular com o povo mineiro. Eu vivi grandes momentos dentro da Seleção Brasileira aqui (em BH). A gente espera dar continuidade a tudo isso, devolver todo esse carinho e essa paixão do mineiro pela Seleção Brasileira em forma de grandes apresentações e de uma grande entrega de todos. No final das contas, ganhamos o direito de já estarmos classificados (para a Copa), mas o comprometimento quando você veste a camisa da Seleção é grande, pois você representa uma história, representa um país que vive o futebol de uma forma muito especial. Acredito que temos que ter a consciência de que, cada vez que a gente veste a camisa da Seleção Brasileira, e cada vez que as pessoas vão ao estádio nos ver jogar, elas têm que ver sempre o nosso melhor dentro de campo, independentemente das situações.

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