Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano começa nesta terça em Florianópolis (SC)
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Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano começa nesta terça em Florianópolis (SC)


Começa nesta terça-feira, dia 1º de fevereiro, o Campeonato Brasileiro da classe ORC, a mais conceituada da Vela de Oceano, que vai até o sábado, dia 5, na raia de Florianópolis (SC) no Veleiros da Ilha, em Jurerê. A competição acontece durante a 33ª edição do Circuito Oceânico de Santa Catarina e terá a presença de velejadores olímpicos e grandes nomes do esporte.

A segunda-feira, 31, foi o dia dos últimos treinos e ajustes dos cerca de 50 barcos que vão disputar a competição nas mais variadas classes, vinte deles na disputa pelo título Brasileiro. Além da ORC, o campeonato conta com a BRA-RGS, RGS Cruzeiro, Bico de Proa, entre outras.

Estão previstas sete regatas, sendo duas de Percurso e outras cinco Barla-Sota. Apenas para o Bico de Proa, RGS-Cruzeiro e Multicascos estão previstas cinco regatas. Nesta terça-feira a previsão de largada é às 13h.

A competição tem grandes nomes como o catarinense André Fonseca, o Bochecha, dono de três participações Olímpicas e três The Ocean Race, a Volta ao Mundo. Também estarão os velejadores olímpicos Samuel Albrecht e Marco Grael, que estiveram em Tóquio em 2021. Samuel compete pelo moderno barco Crioula 52 enquanto que o filho de Torben Grael irá pelo Ventaneiro 3, campeão Brasileiro em 2020, comandado por Renato Cunha. Outro nome de peso, que irá no Boto V, de Paraty (RJ), comandado por André Sobral, é Maurício Santa Cruz, pentacampeão mundial, medalhista de Ouro Pan-Americano na Rio-2007 e em Guadalajara-2011 e com participações olímpicas.

"Estamos esperando um bom campeonato, é uma raia boa, tem vento, água limpa, estamos com uma tripulação boa e estamos super contentes de voltar à Florianópolis e vamos trabalhar para buscar esse título", disse Santa Cruz que vem pela quinta vez disputar o Circuito Oceânico de Santa Catarina e já foi campeão em uma delas. Ele conhece as condições do local: "É um vento aberto, costuma ter ventos mais fortes, ondas mais curtinhas, é uma velejada com vento menos rondado e mais velocidade no barco. Tem que colocar o barco rápido para velejar".

Não somente velejadores experientes estarão em ação na competição. Aos 16 anos, Felipe Fraquelli vem do título Brasileiro na classe Laser conquistado em novembro passado em sua casa, Porto Alegre (RS), e irá integrar a tripulação do Crioula 52, barco do Veleiros do Sul comandado por Eduardo Plass. Ele começou no esporte há seis anos com incentivo do tático do Crioula, Samuel Albrecht, o Samuca: "Foi um sentimento muito legal ter vencido o Brasileiro em casa. Sentimento muito legal estar no Crioula, um TP 52, barco de alta performance , poder correr com uma super tripulação, estou ansioso pelo campeonato. É minha primeira vez no barco, mas já corri alguns campeonatos com a tripulação", disse o gaúcho: "Samuca é muito amigo do meu pai, ele que me colocou na vela e estou aqui até hoje, vou velejar com ele aqui em Floripa. Velejar de Oceano tem suas diferenças para o monotipo, mas agrega muito, tanto no currículo como nas habilidades de velejo, é um trabalho em equipe, diferente da Laser que é individual . Abre portas para diversos campeonatos no Brasil e quem sabe fora". Depois do Brasileiro de ORC, Fraquelli voltará para a Laser para competir no Sul-Americano em Punta del Este e o Mundial Juvenil nos Estados Unidos.

Os resultados do evento podem ser seguidos através do site oficial do evento - https://icsc.regatas.ar/circuitosc/index.php/pt/

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