Primeiro ano de Jorge Salgado à frente do Vasco tem crises financeiras e no futebol e debate pela SAF
Felippe Rocha
Primeiro ano de Jorge Salgado à frente do Vasco tem crises financeiras e no futebol e debate pela SAF


E lá se foi um ano desde que Jorge Salgado foi empossado como presidente do Vasco. Houve ainda uma rerratificação três dias depois daquele 22 de janeiro de 2021, numa dessas confusões que o clube cruz-maltino está acostumado a viver. De todo modo, é um mandato que prometeu grandes mudanças nos processos e na imagem que seria transmitida. E se o primeiro acontece, o segundo não consegue exibi-lo.

A transição entre Alexandre Campello e o atual mandatário foi pacífica, mas não impediu o rebaixamento no Campeonato Brasileiro encerrado no último fevereiro. E ele, obviamente, ocorreu já na atual gestão. A má campanha já estava encaminhada. Aquelas últimas semanas foram apenas a consumação da queda.

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A primeira grande medida foi, provavelmente, a mais dura dos últimos 365: uma reestruturação administrativa drástica, que resultou na demissão de quase 200 funcionários, na extinção (mesmo que temporária) de modalidades e na reorganização de sedes. Tudo em nome da economia de gastos. Era março.

No mês seguinte, o clube anunciou a atualização da dívida. Eram R$ 120 milhões a mais , descobertos por uma auditoria feita no outubro anterior, e que tornavam o cenário ainda mais desafiador. Quando a gestão completou seis meses, um documento com metas atingidas e outras por atingir foi divulgado.

Mas o tempo foi passando e o aparente controle dos problemas financeiros foram dando lugar à insatisfação. Salgado precisou, por exemplo, lidar com uma ameaça de greve por salários atrasados dos funcionários.

E como o futebol estava longe de atrair elogios, a estratégia desenhada foi de procurar diálogo com torcidas organizadas. Funcionou por vezes. Mas a sede de São Januário chegou a ser invadida e "interditada".

Uma característica do presidente é a resiliência diante dos valores que construiu e a consequente resistência a mudanças. Embora pressionado externa e, em certa medida, também internamente, ele relutou em promover alterações radicais no departamento de futebol ao longo da campanha que foi regularmente ruim na Série B.

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Viu-se obrigado a fazê-lo ao fim da competição. Mesmo assim, foram mais de três semanas sem a pasta ter comando - vale ressaltar que, por uma opção de profissionalizar o carro-chefe do clube, desde o início não houve um vice no departamento em questão. Contudo, há pouco mais de um mês o mandatário tem um comitê consultivo para a pasta.

As últimas semanas têm sido marcadas pela reconstrução da equipe principal de futebol para, finalmente, conquistar o acesso de volta à elite nacional; denúncias de precariedade na equipe feminina e as discussões em torno da abertura de capital para a SAF. Salários atrasados seguem rotineiros no clube de São Januário.

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