Retrospectiva LANCE!: com pouco, Mancini fez o que deu no Corinthians
Alexandre Guariglia
Retrospectiva LANCE!: com pouco, Mancini fez o que deu no Corinthians


O torcedor de futebol nunca está 100% satisfeito com seu time e não raramente as insatisfações caem, em sua maioria, no colo do treinador. Em 2021, no Corinthians, não foi diferente . Com dois técnicos durante o ano, o time não foi brilhante em momento algum, mas fechou a temporada passando a impressão que quem teve pouco fez mais do que quem teve muito.

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Dificilmente o corintiano vai reclamar da forma que a equipe terminou o Brasileirão-2021, ou seja, com uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Isso porque, no início do ano, dificilmente alguém apostaria que o clube pudesse brigar nesse nível da tabela. Aliás, muito pelo contrário, a tendência parecia ser uma briga contra o rebaixamento para a Série B.

Mas ao mesmo tempo, o torcedor não vai colocar esse resultado na conta de Sylvinho, que foi o segundo técnico do Corinthians na temporada. Foi ele o responsável por toda a campanha do Brasileirão e pela eliminação para o Atlético-GO na terceira fase da Copa do Brasil. Definitivamente, o ex-jogador do Timão não agradou e terminou 2021 altamente contestado pelos alvinegros.

Para o torcedor, a qualificação do elenco durante o segundo semestre não teve a companhia da evolução coletiva do time. E, de fato, a equipe ficou devendo. Mesmo com Giuliano, Renato Augusto, Róger Guedes e Willian, as atuações estiveram bem longe de ser agradáveis ou elogiáveis. Na maioria das vezes, as vitórias vieram "na marra" ou na individualidade, sem contar a oscilação dentro e fora de casa, em partidas que a intensidade parecia longe da exigência atual.

Os números de Sylvinho também não ajudam. Foram 40 partidas, 15 vitórias, 13 empates e 12 derrotas, com aproveitamento de apenas 48,33%, ou seja, conquistou menos da metade dos pontos que disputou. A situação piora quando a comparação é com Vagner Mancini, primeiro técnico do ano. Ele teve 31 partidas, 13 vitórias, 9 empates e 9 derrotas: 51,61% de aproveitamento.

É verdade, os índices são bem parecidos, mas as condições foram completamente diferentes. Mancini começou o ano completando a temporada anterior, com um time que ele teve que recuperar de uma incômoda briga contra o rebaixamento. Sem grandes investimentos e lidando com uma reformulação em curso, o treinador parecia fazer o que era possível.

Mancini conseguiu fechar um Brasileirão-2020 na 12ª posição, no lucro, e mostrou um certo trabalho, potencializando as qualidades do time e protegendo as deficiências. Não dava para pensar muito mais do que aquilo. Tanto é que a eliminação na Copa Sul-Americana foi inevitável e, apesar da boa campanha no Paulistão, ser eliminado pelo Palmeiras na semifinal era algo natural, mas a demissão veio. Foi atingido um limite, a mudança era necessária.

Fernando Lázaro assumiu o comando interinamente por dois jogos na fase de grupos da Sula, já com o time eliminado. Foram duas vitórias por goleada: uma por 5 a 0 e outra por 4 a 0. Enquanto isso, o clube recebeu as negativas de Renato Gaúcho e Diego Aguirre, que depois assumiram Flamengo e Internacional, respectivamente. A partir daí, foi decidido pela aposta em Sylvinho que, como dito acima, acabou não agradando o torcedor.

Confira os números dos treinadores do Corinthians no ano de 2021:

Vagner Mancini
31 jogos
13 vitórias
9 empates
9 derrotas
51,61% de aproveitamento
43 gols marcados - 1,39 gol por jogo
34 gols sofridos - 1,1 gol por jogo
Terminou o Brasileirão-2020 em 12º lugar
Eliminado na fase de grupos da Sul-Americana
Eliminado na semifinal do Paulistão

Fernando Lázaro (interino)
2 jogos
2 vitórias
100% de aproveitamento
9 gols marcados - 4,5 gol por jogo
Nenhum gol sofrido

Sylvinho
​40 jogos
15 vitórias
13 empates
12 derrotas
48,33% de aproveitamento
40 gols marcados - 1 gol por jogo
38 gols sofridos - 0,95 gol por jogo
5º lugar no Brasileirão-2021
Eliminado na terceira fase da Copa do Brasil

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