Dois veteranos, quatro estreantes e Nordeste em peso: entenda quem disputa o Prêmio Brasil Olímpico
Jonas Moura
Dois veteranos, quatro estreantes e Nordeste em peso: entenda quem disputa o Prêmio Brasil Olímpico


Em uma nova era do esporte olímpico brasileiro, os melhores atletas do ano de 2021 no masculino e no feminino serão premiados nesta terça-feira, na cerimônia de gala do Prêmio Brasil Olímpico, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. A 22ª edição do evento terá transmissão ao vivo pelo SporTV, às 20hs, e cobertura especial do Canal Olímpico do Brasil a partir das 18hs. O LANCE! estará presente com uma cobertura completa no site e nas redes sociais.

O evento do Comitê Olímpico do Brasil (COB) voltará a ser realizado após um ano de ausência, em razão da pandemia de Covid-19. Pela primeira vez, a festa acontecerá no Nordeste, celeiro de astros e estrelas que brilharam na Olimpíada de Tóquio. Os vencedores são escolhidos por um colégio eleitoral formado por atletas, ex-atletas, dirigentes, jornalistas, patrocinadores e nomes ligados ao esporte.

Dos seis indicados (três em cada naipe), cinco vieram da região. Concorrem ao troféu de Melhor Atleta do Ano no feminino a baiana Ana Marcela Cunha (maratona aquática), a maranhense Rayssa Leal (skate street) e a paulista Rebeca Andrade (ginástica artística). Os baianos Hebert Conceição (boxe) e Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), e o potiguar Italo Ferreira (surfe) são os postulantes no masculino.

Os veteranos na disputa são Ana Marcela, que levou a melhor em 2015 e 2018, e agora reaparece na briga após garantir seu primeiro ouro olímpico, na prova dos 10km, e Isaquias, maior vencedor do prêmio, com três (2015, 2016 e 2018), e que também subiu ao topo do pódio nos jogos de Tóquio, no C1 1.000m.

Os demais concorrentes nunca chegaram a ser indicados pelo júri do COB antes e lutam por uma conquista inédita, com destaque para a presença de duas modalidades que debutaram no programa olímpico: surfe e skate.

Mas é na ginástica artística que está uma das mais cotadas a ficar com um dos troféus. Dona de duas medalhas olímpicas em Tóquio, com o ouro no salto e a prata no individual geral, Rebeca Andrade se tornou a primeira ginasta do país a medalhar no megaevento e encantou o mundo com suas apresentações.

O skate cumpriu a promessa de assegurar pódios ao Brasil no Japão, e uma das grandes responsáveis foi Rayssa, de apenas 13 anos. Ela ficou com a medalha de prata na modalidade street, atrás apenas da japonesa Momiji Nishiya, e viu sua rede de fãs disparar. Hoje, tem 6,8 milhões de seguidores no Instagram.

No surfe, Italo confirmou o domínio brasileiro e saiu vitorioso ao derrotar o japônes Kanoa Igarashi na decisão. O atleta, que chegou aos Jogos na condição de atual campeão mundial, garantiu a festa dos fãs da modalidade, uma vez que Gabriel Medina acabou derrotado na disputa pelo bronze. O potiguar de Baía Formosa é atualmente um dos queridinhos do público brasileiro, com quase 3 milhões de seguidores no Instagram.

Bem menos visado pelo público nas redes sociais, com 248 mil seguidores no Instagram, Hebert também fez história na capital japonesa, ao se sagrar campeão olímpico na categoria até 75kg, com um nocaute arrasador no ucraniano Oleksandr Khyzhniak. Ele não competiu desde então e está perto de migrar para o boxe profissional.

Acirrado! Garay e Italo disputam a preferência do público

Outra taça aguardada é a do Atleta da Torcida. Pela primeira vez, serão 20 concorrentes, sendo dez mulheres e dez homens: Alison Santos (atletismo), Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Beatriz Ferreira (boxe), Bruno Fratus (natação), Darlan Romani (atletismo), Douglas Souza (vôlei), Fernanda Garay (vôlei), Formiga (futebol), Gabriel Medina (surfe), Hebert Souza (boxe), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Ítalo Ferreira (surfe), Kahena Kunze (vela), Martine Grael (vela), Mayra Aguiar (judô), Pedro Barros (skate), Rayssa Leal (skate), Rebeca Andrade (ginástica artística), Robert Scheidt (vela), Rosamaria Montibeller (vôlei).

A votação segue aberta em https://pbo.cob.org.br/ e se encerra durante o prêmio. Na votação parcial, Fernanda Garay lidera a disputa, com 40%, e Italo aparece em segundo, com 38,79%. Em terceiro, está Mayra Aguiar (4,29%).

- Temos muito a comemorar no retorno do Prêmio Brasil Olímpico, já que ano passado não foi possível realizar a festa por causa do estágio da pandemia. O ano de 2021 foi muito especial para o esporte brasileiro. Conseguimos superar todas as dificuldades para realizar a melhor campanha olímpica da história em Tóquio. Além disso, nossos jovens acabaram de mostrar que estão no caminho certo com a grande campanha que fizeram nos Jogos Pan-americanos Júnior de Cali - disse o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Além dos 51 melhores atletas de cada modalidade em 2021, todos os medalhistas em Tóquio foram convidados para subir ao palco para uma homenagem especial.

A participação brasileira nos Jogos Pan-americanos Jr. de Cali também terá espaço de destaque na cerimônia. Representando todos os medalhistas brasileiros na competição, Maria Eduarda Alexandre, da ginástica rítmica, e Igor de Queiroz, do Wrestling, subirão ao palco do evento para receberem uma placa comemorativa. Em Cali, o Brasil conquistou 164 medalhas, sendo 59 ouros, 49 pratas e 56 bronzes e terminando a competição na liderança do quadro de medalhas.

Haverá ainda a entrega dos troféus de Melhores Treinadores do Ano para André Jardine (futebol), nas modalidades coletivas; Fernando Possenti (maratonas aquáticas), Francisco Porath (ginástica artística), Javier Torres (vela), Lauro Souza (canoagem velocidade) e Mateus Alves (boxe), nas individuais.

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