Empresária Thainá Zanholo analisa a popularidade do CBD entre os lutadores de MMA
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Empresária Thainá Zanholo analisa a popularidade do CBD entre os lutadores de MMA


O canabidiol (CBD) já não é mais tabu no mundo da luta. Para se ter uma ideia, o UFC, maior evento de MMA do mundo, anunciou no primeiro semestre deste ano uma parceria global com a Love Hemp, uma das principais fornecedoras do Reino Unido.

Além disso, uma pesquisa realizada pelo vice-presidente sênior de Saúde e Desempenho do Atleta do UFC, Jeff Novitzky, mostrou que 80% de um total de 170 lutadores do evento fazem uso de CBD para fins terapêuticos.

Fundadora e diretora criativa da empresa Nowdays, que trabalha na produção de conteúdo informativo sobre a cannabis, a brasileira Thainá Zanholo citou alguns benefícios do CBD que explicam o sucesso entre os atletas de alto rendimento.

- Ajuda na recuperação e na ansiedade. Além de não ter nenhum efeito psicoativo e não alterar a performance desses atletas, ele ainda ajuda no tratamento de lesões e ameniza o estresse comum causado pelos treinamentos e competições - comenta.

- A cada ano que passa, com cada aprovação do uso do CBD, um grande passo é dado, não apenas para o mundo esportivo, mas para toda a sociedade. E a liberação nas Olimpíadas foi um super avanço - destaca a empresária.

Se em países de primeiro mundo a regulamentação do CBD caminha a passos largos, no Brasil o avanço é lento. Para Thainá, pode ser que ainda demore entre cinco e 10 anos para que o país autorize a produção e consumo de maneira mais flexível.

- É um processo longo, que requer muita educação e informação. Mas estamos caminhando para a descriminalização. Existem associações de atletas em prol, passando informações para frente, além de atletas 'saindo do armário' - brinca.

- O Brasil está começando a entender que existe um mercado gigantesco e que talvez não valha a pena continuar dificultando o acesso fazendo com que as pessoas tenham que importar. Este ano o número de prescritores aumentou absurdamente e o número de importações cresceu cinco vezes do último ano para cá - informa a especialista.

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