Vaiado, Sylvinho exalta 'números positivos' do Corinthians, mas contém euforia com G4 ao projetar reta final
Rafael Franco
Vaiado, Sylvinho exalta 'números positivos' do Corinthians, mas contém euforia com G4 ao projetar reta final


Na hora em que o sistema de som da Neo Química Arena anunciou o nome de Sylvinho após enumerar todos os jogadores da escalação do Corinthians para o clássico contra o Santos, os aplausos anteriores aos atletas deram lugar às vaias da torcida, ainda insatisfeita com o desempenho do técnico na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, na última quarta-feira, no Maracanã. Neste domingo, porém, o seu time exibiu boa atuação, venceu por 2 a 0 e entrou no G4 do Campeonato Brasileiro, posto que o clube não ocupava há dois anos .

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E antes das vaias recebidas e do triunfo em Itaquera, o treinador teve uma semana conturbada, na qual voltou a enfrentar fortes críticas dos torcedores e viu até a sua filha, Taty Mendes, ir às redes sociais para protestar contra mensagens de ódio direcionadas à ela, ao seu pai e ao seu irmão após o revés no Rio de Janeiro. Ao comentar esta pressão que vem sofrendo, o comandante afirmou estar acostumado com a mesma desde os seus tempos de jogador.

- Sou um profissional do futebol, como atleta tive 15 anos. Somos pessoas públicas, estamos acostumados com críticas, sem problemas. Existe o Sylvio profissional que se preocupa em trabalhar 12 horas por dia no CT. Nossa preparação foi normal, boa, e a prova foi o resultado final em campo. Uma vitória absolutamente merecida - disse o comandante, em entrevista coletiva.

Em seguida, Sylvinho valorizou o desempenho do Alvinegro no Brasileirão, no qual conseguiu conduzir a evolução de uma equipe que antes era cotada a lutar contra o risco de rebaixamento e que agora está fechando a zona de classificação direta para a fase de grupos da Copa Libertadores.

- Pressões ocorrem. O trabalho foi muito bem feito, estamos entregando números positivos. Temos a terceira melhor defesa do campeonato (com 32 gols sofridos, empatado com o Cuiabá), aliada com um dos times mais disciplinados. É um time leal, toma poucos cartões amarelos, proporciona que o jogo tenha 60%, 65% de bola rolando, é bom para o espetáculo, para o entretenimento. Competimos, somo leais, e os números vão indo - completou.

SEM EUFORIA APÓS ENTRADA DO TIME NO G4

Ao mesmo tempo em valorizou os números corintianos, o treinador procurou conter a euforia com a entrada do Timão no G4 ao projetar os últimos quatro confrontos que a sua equipe terá pela frente nesta reta final do Brasileirão.

- Entrar no G4 nesse momento, no qual cinco meses atrás era impensável, é trabalho, é suor, e isso não acabou, vai até 9 de dezembro, até a última rodada, os jogos vão ficar ainda mais difíceis - previu o comandante, que tenta focar apenas em seu trabalho enquanto recebe críticas de torcedores insatisfeitos.

- Minha preocupação maior e única é trabalhar, me dedicar, são 10, 12 horas por dia no CT, com alegria, alinhado com todas as áreas do clube, apoiado pelo presidente, pela diretoria e também pelos atletas. Nosso ambiente interno é extremamente positivo, muito bom, e os atletas tem ecoado isso nas entrevistas - destacou Sylvinho, no comando alvinegro desde o final de maio.

Nesta reta derradeira do Brasileirão, o Corinthians voltará a campo na quinta-feira, quando terá pela frente o Ceará, às 20h, no Castelão, em Fortaleza, pela 35ª rodada. Em seguida, o time fará dois jogos em casa, no próximo domingo, contra o Atlético-PR, e no dia 5 de dezembro, diante do Grêmio, antes de viajar até Caxias do Sul para fechar a sua campanha contra o Juventude, no dia 9.


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