Lupita González
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Lupita González

Já cumprindo suspensão de quatro anos por flagra no exame anti-doping, a atleta da marcha atlética María Guadalupe González Romero, conhecida como Lupita González, sofreu outra dura punição nos tribunais. A mexicana de 32 anos foi suspensa por mais quatro anos por adulteração de provas em pedido de reconsideração da primeira punição.

A Unidade de Integridade no Atletismo (AIU), uma das entidades disciplinares resposáveis pelo controle de dopagem no esporte, considerou Lupita culpada por infringir a regras por "adulteração a qualquer momento do processo de controle". Como já cumpria a suspensão de quatro anos anterior, a nova punição só será contabilizada a partir do dia 22 de novembro de 2022. Com isso, a mexicana não poderá competir até novembro de 2026 — está fora dos Jogos de Paris-2024. Cabe recurso à decisão.

Lupita foi medalhista de prata na prova de marcha atlética de 20 km nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e acabou flagrada com epi-trembolona, um metabólito da trembolona, esteróide anabolizante, em exames realizados fora do período de competição, em outubro de 2018. Foi notificada, suspensa preventivamente e recebeu a punição meses depois.

Em pedido de reconsideração levado à Corte Arbitral do Esporte (CAS), a atleta tentava reduzir a pena para competir em Tóquio, mas o recurso acabou negado em julho do ano passado. Segundo o site "Inside the Games", uma investigação da AIU concluiu que a mexicana falsificou pelo menos dois documentos apresentados em seus recursos.

Lupita teria apresentado a nota fiscal de um restaurante em que alegava ter comida alimentos contaminados, mas tal restaurante havia fechado anos antes da emissão da nota. A atleta também teria apresentado um exame hospitalar falso indicando que teria anemia por falta de ferro no sangue. Segundo o site, as adulterações, bem como a acusação de que uma amiga teria mentido em depoimento, foram confessadas pela atleta em um teste com o uso de um polígrafo.

No processo, a mexicana alegou que foram seus advogados os responsáveis pelas apresentações das falsificações e que estaria sofrendo perseguição e testes mais rigororos por ter vencido atletas chinesas, dominantes no esporte, no Mundial por equipes da modalidade, em 2018. As alegações não convenceram a promotoria do caso.

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