Tifanny Abreu
Minas Tênis Clube/ Divulgação
Tifanny Abreu

A empresa de materias esportivos Adidas lançou um novo comercial com a atleta de vôlei Tifanny Abreu. Alguns internautas, no entanto, não aprovaram a propaganda e propuseram um boicote a marca. Isso porque a jogadora é a primeira mulher trans a atuar na Superliga Feminina de Vôlei, nível mais alto do esporte no Brasil, o que incomodou partes dos leitores.

- Nada é impossível para Tifanny Abreu. Mulher trans. Atleta profissional. Tifanny viu as possibilidades no impossível. E você, que possibilidades vê? - lê a mensagem da empresa que acompanha um vídeo com a atleta no Twitter. Em seguida, alguns internautas promoveram um boicote a marca afirmando que a jogadora teria vantagens sobre as outras atletas por ter nascido no sexo masculino.

Muitos dos internautas que se colocaram contra a atleta e a marca afirmam, sem fontes, que Tifanny teria vantagens biológicas sobre as demais atletas cis-gêneros, que se identificam com o sexo no que nasceram, por ser trans. Entre os que promovem o boicote está o vereador de Niterói (RJ) Douglas Gomes, eleito em 2018 pelo Partido Trabalhista Cristão.

Tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) permitem que mulher trans disputem nas categorias femininas desde que as atletas mantenham níveis de testosterona abaixo 10 nanomol por litro de sangue. Tifanny costuma marcar ao redor de 0,2 nanomol por litro de sangue nestes exames.

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