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'Paraense Voador' revela que ainda possui golpes inéditos e explica desafios a Masvidal e Pettis: ‘UFC precisa de grandes duelos’

Por Mateus Machado

Vitorioso contra Zelim Imadaev por finalização no terceiro round em duelo que ocorreu no último dia 5 de setembro, Michel Pereira tem razões de sobra para celebrar. Além de ter se recuperado das duas derrotas que havia sofrido, o brasileiro foi o grande nome do UFC Vegas 9 e teve uma atuação de destaque, mostrando golpes precisos e plásticos, já característicos do seu jogo, mas o ponto alto do confronto ficou para o tapa aplicado pelo “Paraense Voador”, que pegou em cheio no rosto do russo, em resposta ao mesmo ato que Imadaev havia praticado no dia anterior à luta, em encarada após a pesagem.

A vitória e o tapa repercutiram bastante e Michel, agora, está preparado para dar os próximos passos de sua carreira. Ousado, assim como os seus golpes dentro do cage, o lutador sonha alto, e logo depois do seu triunfo, não pestanejou ao desafiar nomes como Jorge Masvidal, Nate Diaz, Anthony Pettis e até mesmo o polêmico Colby Covington visando seus próximos desafios no Ultimate. Em entrevista à TATAME, porém, o lutador de 26 anos ressaltou que possíveis combates diante de Masvidal e Pettis seriam ainda mais interessantes.

- O (Anthony) Pettis até mesmo pelo estilo de luta dele, um cara que também luta pra frente, aplica golpes plásticos, acho que os fãs iam gostar que eu enfrentasse ele. Mas quem eu quero mesmo é o (Jorge) Masvidal, acho que a luta venderia bastante pay-per-view e o estilo dele é muito agressivo, assim como o meu. Não sei em que momento essa luta pode ocorrer, mas eu ficaria muito feliz de enfrentá-lo. O UFC está precisando de grandes combates - destacou o brasileiro.

Ao longo do bate-papo, Michel, que possui um cartel de 24 vitórias e 11 derrotas no MMA profissional, contou mais detalhes sobre o triunfo contra Zelim Imadaev, os desafios feitos a importantes nomes da categoria meio-médio do UFC, os elogios que recebeu do atual campeão da divisão, Kamaru Usman, e os seus já famosos golpes, revelando que ainda possui em seu repertório golpes que ainda não aplicou em duelos na organização.

Confira a entrevista na íntegra:

– Análise da vitória contra Imadaev

Conseguimos fazer um grande combate. Eu estava muito bem preparado, muito focado e sabia que teria uma grande performance. Estou muito feliz com tudo o que vem acontecendo na minha vida depois dessa luta, com os elogios, com o reconhecimento. Os fãs do mundo todo gostaram muito, todos comentaram sobre meu desempenho, sobre o tapa (risos), então foi um sucesso. Com certeza virá muito mais pela frente.

– Como foi receber aquele tapa na encarada e esperar o momento ‘certo’ para revidar?

Eu já fiquei com raiva dele na encarada após a pesagem, por causa daquele tapa inesperado, sem eu sequer ter encostado nele. Não se faz aquilo com o oponente e nem com atleta algum. Já entrei no octógono com raiva dele e meu objetivo era descontar esse tapa que ele me deu. Consegui descontar na luta e foi um sucesso, foi bom para a minha carreira, porque todo comentou, os vídeos com o momento do tapa rodaram o mundo e tenho certeza de que ele se arrependeu de ter dado aquele tapa, nunca mais vai fazer algo do tipo.

– Foi uma atuação dominante. Qual foi a estratégia adotada com sua equipe?

Estávamos com a estratégia de ‘sentir’ a luta, o cage era muito pequeno e isso me atrapalhou muito durante o combate. A estratégia, então, era sentir o que o russo ia fazer e ir crescendo de rendimento round a round. Fui crescendo e o russo não foi acompanhando, então fui aumentando meu volume de golpes, administrando o resultado e acredito que essa foi a melhor estratégia possível, porque não fui ameaçado em nenhum momento, dominei todos os rounds e ainda consegui finalizar no final.

– Desafios a Masvidal, Nate Diaz, Anthony Pettis e Colby Covington

Sei que logo depois da luta eu desafiei o Jorge Masvidal e até mesmo o Nate Diaz, mas outros bons oponentes que seriam bons para mim, sem dúvida, são o Anthony Pettis ou até mesmo o Colby Covington. O Pettis até mesmo pelo estilo de luta dele, um cara que também luta pra frente, aplica golpes plásticos, acho que os fãs iam gostar que eu enfrentasse ele. Mas quem eu quero mesmo é o Masvidal, acho que a luta venderia bastante pay-per-view e o estilo dele é muito agressivo, assim como o meu. Não sei em que momento essa luta pode ocorrer, mas eu ficaria muito feliz de enfrentá-lo. O UFC está precisando de grandes combates.

– Elogios do campeão Kamaru Usman

Tomei conhecimento, sim, dos elogios do Kamaru Usman e para mim foi uma honra receber elogios do campeão. Ele é um grande lutador, respeito muito um atleta como ele. Eu não tenho tanta ambição de enfrentá-lo, porque acredito que não seja uma luta que venda bastante, mas ele é o campeão, está com o cinturão, que é o sonho de qualquer atleta, é o meu sonho também.

– Golpes plásticos do ‘Paraense Voador’

Quanto aos meus golpes, eu vou criando quando estou treinando sozinho. São golpes diferentes, que nunca ninguém viu. Ainda tenho muito a mostrar no UFC, tenho alguns golpes guardados e creio que nas próximas lutas eu vou poder mostrar, de fato, quem é o Michel Pereira, porque eu não mostrei nada ainda. Fico feliz do pessoal gostar e ficar impressionado com os golpes, o que eu posso dizer é que vem muito mais por aí. Como eu disse, tem golpes que nunca revelei e outros já em mente para praticar e aperfeiçoar.

– Dobradinha de campeões paraenses com Deiveson Figueiredo no futuro?

Somos amigos e converso com ele de vez em quando. Ainda está um pouco longe, mas eu penso em ser campeão da minha categoria, assim como ele já é no peso-mosca. Vou trabalhar firme em busca de grandes vitórias e, quem sabe, em breve vamos poder ter dois campeões paraenses no UFC. Seria incrível.

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