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São Marcos na Libertadores, 'chororô' de Valdivia e Itaquerazo: apesar de indigesto, jejum no Brasileirão teve também boas memórias para o Palmeiras

Já se passaram 22 anos desde que César Sampaio ergueu no estádio do Pacaembu a última taça do Campeonato Brasileiro conquistada pelo Palmeiras. Muita gente nasceu, cresceu, teve filhos e por aí vai desde então, mas o incômodo jejum tende a se encerrar neste domingo (27), quando o alviverde paulista joga por um empate contra a Chapecoense, no Allianz Parque, para garantir o nono título nacional de sua história.

O longo jejum atravessado pelo Verdão rendeu chacota de torcedores rivais, especialmente como as duas abaixo:

Se você é palmeirense, provavelmente recebeu alguma dessas piadas pelo WhatsApp nas últimas semanas
Reprodução
Se você é palmeirense, provavelmente recebeu alguma dessas piadas pelo WhatsApp nas últimas semanas

Mas chegou a hora de os palmeirenses darem o troco. Abaixo listamos alguns fatos que realmente importam – para o torcedor palmeirense – ocorridos durante o jejum de títulos no Campeonato Brasileiro.

O Verdão ainda não havia marcado 102 gols em uma única edição do Paulistão

Pois é. A antológica marca de mais de 100 gols em apenas 30 jogos foi alcançada apenas em 1996, dois anos após a conquista do último Campeonato Brasileiro do Palmeiras. Comandado por Vanderlei Luxemburgo, aquele time contava com nomes como Cléber, Cafu, Djalminha, Rivaldo, Luizão e Müller.

O Palmeiras ainda não era campeão da Copa do Brasil

Hoje são três títulos do segundo torneio mais importante do País. O primeiro veio em 1998, diante do Cruzeiro, e garantiu a vaga para a Libertadores de 1999, que também seria conquistada pelo alviverde. O segundo título, em 2012, veio de forma invicta. O terceiro eu não me recordo. Pergunte a um santista. 

O Palmeiras ainda não tinha eliminado o Corinthians (duas vezes) da Libertadores

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
"Acabou, Petros": Palmeiras eliminou Corinthians com defesa de Fernando Prass no Paulistão de 2015

Antes de bater o Deportivo Cali no antigo Palestra Itália e se sagrar campeão continental em 1999, o Palmeiras teve ainda a felicidade de eliminar o maior rival, o Corinthians, nas quartas de final da competição. No ano seguinte, na semifinal, foi ainda mais especial. O Timão nunca tinha chegado tão longe em uma disputa de Libertadores e ainda estava 'mordido' com a eliminação do ano anterior. Continuaram, graças a um tal de São Marcos.

Alex ainda não tinha chapelado Rogério Ceni

O gol que virou placa foi marcado apenas em 20 de março de 2002, na vitória de 4 a 2 do Palmeiras sobre o São Paulo em pleno estádio do Morumbi.

O chororô do Valdivia ainda não era imaginado

Outra 'boa' lembrança para Rogério Ceni no período de 22 anos em que o Palmeiras ficou sem conquistar o Brasileirão foi a comemoração do chileno Valdivia após ele marcar o segundo gol na vitória de 2 a 0 do Verdão sobre o São Paulo, no Paulistão de 2008. Após o 'chororô' do Mago, até mesmo as luzes se apagaram no Palestra Itália e o Tricolor acabou eliminado da competição.

Corinthians ainda não tinha estádio (para receber o Palmeiras e ser eliminado)

"Acabou, Petros". Se você é palmeirense ou corinthiano, sabe muito bem quem é o autor desta frase: Fernando Prass. O goleiro garantiu a classificação do Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista de 2015 em plena Arena Corinthians. Aquela foi a primeira disputa de mata-mata entre os dois clubes no estádio alvinegro, inaugurado em 2014.

Essa máscara ainda não existia:

Rafael Marques, com a máscara de Ricardo Oliveira, vai à forra contra atacante
Reprodução/Twitter
Rafael Marques, com a máscara de Ricardo Oliveira, vai à forra contra atacante


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