Levantadora diz que vive nova fase e planeja retorno até 2012, mas descarta voltar à seleção feminina

Amor ao esporte, com uma boa dose de insistência do marido. Essa foi a combinação que fez a levantadora Fernanda Venturini anunciar nesta terça-feira, seu retorno ao vôlei por uma temporada, para defender a Unilever , atual campeã da Superliga e comandada pelo técnico Bernardinho, casado com a jogadora.

Aos 40 anos, no terceiro retorno ao esporte, após anunciar por duas vezes que pararia de jogar, Venturini acredita que a volta agora será para 'aproveitar' o vôlei e já coloca data para o adeus final, mas com uma dose de flexibilidade: o fim da próxima temporada.

"O Bernardo disse: 'volta, precisamos de uma levantadora experiente'. Eu pensei e achei que era um desafio interessante. Estou em outro momento, é um retorno diferente dos outros. Estou com minhas filhas, é uma volta tranquila, sem pressão, pelo prazer em jogar", disse Venturini, que espera 'se divertir' no retorno.

Fernanda Venturini posa com seu novo uniforme da Unilever
Divulgação
Fernanda Venturini posa com seu novo uniforme da Unilever


"Vou me cobrar para fazer o melhor, mas jogo para me satisfazer, me sentir bem. Vai ser divertido. Será até o final da Superliga, no ano que vêm. Depois vamos ver, mas inicialmente a ideia mais firme é essa mesmo", disse a levantadora.

A seleção brasileira, para onde tentou voltar sem sucesso em 2008, para disputador as Olimpíadas de Pequim, está totalmente descartada. "Não tem nenhuma chance, nem pagando", brincou.

Com a saída da levantadora Dani Lins, que deve assinar com o Sesi, o time carioca teria uma lacuna na posição, preenchida pela experiente jogadora. Ao lado de Mari, Natália, Sheila e outras jogadores da seleção brasileira, Venturini destaca a qualidade da equipe, mas admite que ainda não sabe em que nível técnico voltará.

Fernanda Venturini comandou a seleção no título do Grand Prix em 2004
Divulgação/FIVB
Fernanda Venturini comandou a seleção no título do Grand Prix em 2004
"Nem eu sei ainda como vou voltar. Com certeza vou estar sem ritmo de jogo, mas podem esperar muito empenho. Estou malhando todos os dias, então a parte física deve ser a menor das preocupações", analisa a levantadora.

"A parte técnica só com treinamentos, repetições. Levantadora só evolui jogando e o time vai ajudar também, pois tem muito talento. Com atacantes tão boas, como temos hoje, nem precisa de uma levantadora excelente", declarou a levantadora.

Outro fato curioso da volta de Venturini é o retorno da camisa 1, número usado pela levantadora no começo de carreira. A opção de encerrar com o mesmo número que iniciou a trajetória no vôlei, também foi feita para não 'roubar' a camisa 14, número que consagrou a jogadora, mas é usado pela líbero Fabi no time do Unilever.

"Foi justamente por isso. Queria começar e terminar a carreira com a mesma numeração, é algo importante, que marca. Além disso, a camisa 14 já é da Fabi. Ela ainda tem muitos anos de vôlei para fazer história com esse número e eu vou jogar só por uma temporada. Aliás, essa é minha ideia. O problema é se eu jogar bem e tiver muitas propostas (risos)", brincou a jogadora.

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