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Engasgada no Pan, Beltrame admite não ter chance nas Olimpíadas

Remadora conquistou a primeira medalha do remo feminino em Pans, mas não o ouro esperado. Para Londres terá que engordar

Marcel Rizzo, enviado iG a Ciudad Guzmán |

Campeã mundial em 2011, Fabiana Beltrame era a favorita para vencer a prova de skiff simples leve nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas perdeu o ouro para a norte-americana Jennifer Goldsack, que nem esteve no Mundial disputado em Daegu, na Coreia do Sul. Engasgada, como definiu, a remadora prevê tempos difíceis a partir de agora e admite que não tem chance de ganhar medalha nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

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“Não tem minha prova nos Jogos Olímpicos. Então tenho duas opções: ou engordo para disputar o skiff sozinha, contra remadoras mais fortes, ou entro no skiff duplo leve. Mas não adianta inventar, é impossível a medalha em Londres. Para o Rio 2016 é possível”, disse Beltrame, 29 anos, com a medalha de prata no peito.

Confira o quadro completo de medalha do Pan

A tendência, segundo ela, é engordar para disputar o skiff sozinha. “É mais fácil do que treinar com uma parceira, porque Londres está muito próximo (começará em 27 de julho de 2012). Para remar em dupla é preciso um trabalho longo. Mas mesmo se ganhar peso, enfrentarei rivais mais fortes”, admitiu. Ela pesa hoje 59 quilos, o limite da categoria leve, e acha que pode ganhar quatro quilos de massa muscular e chegar aos 63 quilos. “Mas outras remadoras têm 68 quilos, até 70 quilos às vezes”, disse.

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A derrota em Guadalajara não foi esperada, mas Beltrame conquistou a primeira medalha feminina no remo na competição – são 42 no total, todas as outras de homens. O último ouro, porém, foi em 1987, 24 anos atrás com os irmãos Ronaldo e Ricardo Carvalho, no dois sem.

“Pena não ter vindo esse ouro, está engasgado aqui. Mas ela foi melhor do que eu hoje (quarta-feira). Ela não esteve no Mundial, por isso o alvo dela era esse Pan, então ela estava voando. Meu melhor momento foi no Mundial (em setembro), então meu ritmo já está mais baixo”, disse.

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Ela contou que a norte-americana a abraçou após a prova e disse ter temido ao ver o nome da competidora brasileira na lista de inscrições. “É bom pelo reconhecimento, trabalhamos duro aí por isso”.

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