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Sub-sede do litoral teve quatro modalidades e encerrou participação com brasileiros ganhando oito ouros

Em esportes que tenham praia e mar, a potência é o Brasil. Na sede de Puerto Vallarta, cidade do litoral do estado de Jalisco que fica a 350 km de Guadalajara, a delegação brasileira foi disparada a que mais ganhou medalhas . Dos 15 ouros possíveis nas quatro modalidades disputadas, oito foram para o Brasil, que superou os Estados Unidos (líder folgado do quadro geral de medalhas ), que acabou em terceiro, e os “hermanos” argentinos, os segundos na sub-sede que encerrou a participação neste final de semana.

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“É espetacular ver essa performance do Brasil por aqui. Estávamos meio isolados, longe de tudo, do Pan mesmo. E acabamos ficando bem juntos, todas as modalidades, lá no hotel. O pessoal foi bem demais mesmo”, disse Ricardo Santos, o Bimba , ouro na classe RS-X. Além da vela, disputada no Iate Clube Vallarta, foram praticados na cidade o vôlei de praia, o triatlo e a maratona aquática.

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A distância para a vila pan-americana oficial, em Guadalajara, fez o hotel no qual os atletas estão hospedados na cidade virar a “vila alternativa”. Os atletas dos esportes se misturaram e comemoram juntos, por exemplo, o aniversário dos velejadores Matheus Dellagnello , ouro na sunfish , e de Maurício Santa Cruz , no domingo passado.

“O brasileiro faz festa sempre né, e aqui não seria diferente com esse monte de medalha. Os argentinos até tentaram nos imitar, mas não deu”, disse Gabriel Borges , ouro na snipe . Com dois ouros no remo, e mais um na maratona aquática, a Argentina foi vice-campeã na sede, mas os velejadores deixaram a água comemorando como se fossem os “reis do mar”.

Pódio e mais pódio
Os velejadores levaram para casa cinco das nove medalhas de ouro distribuídas. Apenas duas classes brasileiras, o laser masculino e feminino, saíram zerados. “Isso mostra principalmente que está tendo renovação no esporte. Você vê desde medalhistas experientes como o Cláudio Biekarck (bronze no lightning aos 60 anos), como jovens como a Patrícia (Freitas, ouro no RS-X com 21)”, disse Bernardo Arndt, prata na classe hobie cat 16.

Colucci assumiu a liderança no fim e faturou o ouro no triatlo
Vipcomm
Colucci assumiu a liderança no fim e faturou o ouro no triatlo
No triatlo, disputado neste domingo, a grande surpresa: o ouro de Reinaldo Colucci , que não era o favorito. Um bronze entre as mulheres, com Pâmella Oliveira , completou o sucesso na modalidade. Disputado com natação (no mar), ciclismo e corrida, a prova em Vallarta teve a dificuldade do calor de quase 40 graus, que esgotou os participantes e Oliveira quase desmaiou na chegada.

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“Muito quente, mas a hidratação e a medalha valem mais do que tudo”, disse Colucci.

No vôlei de praia, ouros confirmados com as duplas masculina ( Alison e Emanuel ) e feminina ( Juliana e Larissa ). Apesar da areia dura e do sol das 13h local (quando os brasileiros jogavam), só um pouco de dificuldade para as brasileiras na decisão contra as mexicanas, empolgadas com as reações da torcida.

Na maratona aquática o Brasil saiu zerado no masculino, como era esperado. O ouro no feminino, tido como quase certo, acabou ficando com a Argentina. Campeã mundial, mas na distância dos 25 km, Ana Marcela Cunha foi apenas quinta nos 10 km do Pan, com Poliana Okimoto chegando em segundo . “A água quente, de 31 graus, atrapalhou um pouco e minha pressão caiu”, disse Okimoto. O mar, às vezes, também não ajuda brasileiros.

Veja o quadro de medalhas de Puerto Vallarta

Colocação/país

Ouro

Prata

Bronze

1º) Brasil

8 2 2

2º) Argentina

3 1 2

3º) Estados Unidos

1 6 3

4º) Chile

1 2 1

5º) Canadá

1 0 1

6º) Porto Rico

1 0 1

7º) México

0 2 1

8º) Guatemala

0 0 2

9º) Uruguai

0 0 1
Total 15 13 14

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