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Natação e atletismo registraram boas marcas, mas o ciclismo foi a modalidade que mais se destacou na quebra de recordes

Kim Woojin bateu recorde no Rio 2016
Rio 2016/REPRODUÇÃO
Kim Woojin bateu recorde no Rio 2016

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 nem tinham sido declarados abertos e recordes já estavam sendo quebrados. Antes mesmo da cerimônia de abertura, o sul-coreano Kim Woojin estabeleceu novas marcas mundial e olímpica no tiro com arco na manhã de sexta-feira, horas antes da festa no Maracanã. Desde então, outros 107 recordes foram quebrados, com grande destaque para o ciclismo.

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Foram estabelecidos 26 novos melhores tempos no ciclismo de pista no Rio 2016 , entre recordes mundiais e olímpicos. É um número 30% maior do que as 20 quebras registradas em Londres 2012 e impressionantes 550% superior às quatro de Pequim 2008. Vários fatores contribuíram para o recorde de novos recordes: mais e novas provas e o próprio velódromo, como dizem atletas e especialistas.

Rio 2016 consagrou o britânico Phil Hindes
Rio 2016/REPRODUÇÃO
Rio 2016 consagrou o britânico Phil Hindes

Novo recordista olímpico do sprint por equipes masculina do ciclismo, o britânico Phil Hindes decretou: "Recordes olímpicos e mundiais estão sendo quebrados, é um velódromo rápido". Ainda na fase de treinos, o australiano Patrick Constable explicou que cada pista é diferente, sendo que a do Rio era definitivamente das boas.

Duas variáveis são chaves para aumentar a velocidade das bicicletas em um velódromo: o piso e o ar. Não pode haver correntes de vento, sendo que temperatura e umidade devem ser mais altas do que nas outras arenas esportivas do evento. Isso diminui a densidade do ar e, consequentemente, a resistência aerodinâmica do ciclista.

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O piso é de pinho-siberiano, a madeira mais adequada para a prática do ciclismo. No caso da do Rio 2016, ela está lisa e sem ondulações. Mas antes de a competição começar, ciclistas estavam preocupados com o acúmulo de poeira e com o fato de a pista ser muito nova, o que poderia fazer com que a madeira não estivesse totalmente acomodada. A preocupação não se confirmou e os recordes foram sendo sucessivamente quebrados.

Nas primeiras três horas de competição foram nada menos do que nove quebras: oito olímpicas e uma mundial. Mais do que o velódromo, o que provocou a chuva de novas marcas naquele dia foi a mudança da prova de perseguição por equipes feminina. Com uma ciclista a mais por time e um quilômetro mais longa, seu recorde estava zerado. Assim, praticamente a cada equipe que entrava no velódromo, um novo recorde era estabelecido. Foram seis em menos de duas horas.

Apesar das quebras sucessivas de um mesmo recorde, a rapidez do velódromo e a habilidade dos ciclistas, principalmente dos britânicos, foi o que fez a principal diferença no final. Nada menos do que dez novos recordes de ciclismo de pista foram estabelecidos em seis dias de competição no Rio 2016.

Na competição masculina, as novas marcas mundiais ou olímpicas quebradas foram de perseguição individual, velocidade individual, sprint por equipes e perseguição por equipes. Já no feminino, as quebras aconteceram na velocidade individual, sprint por equipes (mundial e olímpico) e perseguição por equipes (mundial e olímpico). A Grã-Bretanha foi a maior vencedora e a maior recordista, assim como em Londres.

Recordes na piscina

Como sempre, a natação registrou o maior número absoluto de quebras de recordes, já que possui um grande número de provas: 31 recordes. Um valor menor do que as 34 de Londres e as 88 de Pequim. Em 2008, dois fatores provocaram a explosão de novos recordes: os trajes tecnológicos dos nadadores - retirados logo depois - e a piscina, que pela primeira vez em uma olimpíada tinha 3 metros de profundidade e sistema anti-ondas nas bordas.

Katie Ledecky brilhou no Rio 2016
Divulgação
Katie Ledecky brilhou no Rio 2016

A piscina do Rio 2016 tem a mesma tecnologia e é tão rápida quanto as de Pequim e Londres, mas não teve nenhuma novidade relevante em relação às duas anteriores. Além disso, há uma transição entre as gerações do mito Michael Phelps e de Katie Ledecky na equipe norte-americana. Enquanto ela quebrou quase tudo que tinha para quebrar, o maior nadador de todos os tempos ganhou seis medalhas, mas não estabeleceu novas marcas individuais.

Mesmo assim, os nadadores cravaram no Rio 20 novos recordes: 13 olímpicos e 7 mundiais. Entre eles, novas marcas para o revezamento dos 4x100 metros medley masculino (EUA), os 100 metros borboleta masculino (EUA), os 200 metros peito masculino (Japão), os 100 metros peito masculino (Grã-Bretanha), os 100 metros costas masculino (EUA), o revezamento 4x100 metros feminino estilo livre (Austrália), os 200 e os 400 metros medley feminino (Hungria) e o festival de recordes de Katie Ledecky.

Nas pistas do Engenhão

Até agora foram registradas 60% a mais de quebras de recorde do que em Londres: 8 a 5 - como a do recorde olímpico do salto em altura, quebrado pelo brasileiro Thiago Braz. Além desse, foram estabelecidos novas marcas olímpicos e mundiais para os 10 mil metros para mulheres, dos 400 metros para homens, do arremesso de martelo para mulheres, além do recorde olímpico dos 3 mil metros com obstáculos para homens.

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As 109 quebras de recordes registradas até agora do Rio 2016 já equivalem ao número total registrado em Londres, mas estão abaixo das 168 de Pequim, em 2008. Este é um número que dificilmente será batido, por causa do efeito tecnológico dos trajes da natação naquela competição.

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