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Anderson Silva faz alerta ao UFC e pede divulgação 'séria' em SP

Em entrevista ao iG, o campeão também falou a respeito dos treinos e da vontade de lutar no estádio do Corinthians

Rodrigo Farah, iG São Paulo |

Getty Images
Anderson Silva pede por maior campanha do UFC na mídia para conquistar o público
O retorno do UFC ao Rio de Janeiro serve como um sério alerta à entidade. Pelo menos, esta é a opinião de Anderson Silva, principal lutador do torneio. Em entrevista ao iG, o campeão dos médios lamentou a menor badalação da segunda passagem do Ultimate em terras cariocas e alertou: para o UFC bater o recorde de público em São Paulo, terá que mudar seu estratégia.

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“É um trabalho que tem que ser feito. Precisa acontecer uma divulgação maior, mais séria. O segundo UFC Rio pecou um pouco por isso. Podia ter acontecido uma maior divulgação. Muita coisa tem que melhorar, pois aqui é diferente dos Estados Unidos”, ressaltou o Aranha.

Em fase final de recuperação de uma lesão no ombro, Anderson Silva já voltou aos treinamentos leves e ficará livre para defender o cinturão no dia 16 de junho. Ele protagonizará o UFC São Paulo contra o vencedor do combate entre Chael Sonnen e Michael Bisping naquele que deve ser o maior evento da história da entidade – no Pacaembu, com a presença de mais de 55 mil pessoas.

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Anderson Silva também aproveitou para citar o retorno aos treinamentos após a lesão no ombro sofrida no meio do ano passado e ainda falou sobre a possibilidade de um dia lutar no futuro estádio do Corinthians.

Confira os principais trechos da entrevista:

iG: Você voltará no próximo UFC no Brasil em um estádio de São Paulo. Como é ter a chance de protagonizar possivelmente o maior UFC da história?
Anderson Silva:
É um trabalho que tem que ser feito. Precisa acontecer uma divulgação maior, mais séria. O segundo UFC Rio pecou um pouco por isso. Podia ter acontecido uma maior divulgação. Muita coisa tem que melhorar, pois aqui é diferente dos Estados Unidos. É o terceiro evento no Brasil e eles precisam das pessoas certas para fazer a máquina do UFC andar aqui dentro do Brasil.

iG: Então você vê um certo risco nesse UFC de São Paulo? Um card cheio de estrelas, como você, o Vitor Belfort, o Wanderlei Silva não seria suficiente para lotar um estádio?
Anderson Silva:
Tem vários fatores envolvidos. Mas neste caso específico das lutas do Vitor Belfort e do José Aldo [no UFC Rio do último sábado], tinha que ter acontecido mais sessões de mídia, principalmente televisiva para que as pessoas se interessassem em ver os caras lutando. Então, houve uma pequena falha nesse sentido, mas as pessoas vão sempre lotar o ginásio no Brasil.

iG: Como está a lesão no ombro. Já voltou aos treinamentos?
Anderson Silva:
Ainda estou treinando bem de leve, na boa. As dores ainda continuam, elas são constantes. Quando você é um atleta de alto rendimento e pratica uma modalidade como o MMA, as lesões são constantes. Então, você tem que viver com elas e já estou acostumado.

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Presença do Aranha lotou o primeiro UFC Rio em agosto na Arena HSBC


iG: Apesar de estar na ativa há mais de uma década, nunca participou de um evento tão grande em São Paulo, dentro de casa. A pressão muda nesse tipo de situação?
Anderson Silva:
Não, porque eu cresci e aprendi a conviver com a pressão. Não sinto pressão em mais nada, principalmente pela idade que eu tenho. Só me sinto feliz de poder representar o Brasil.

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Anderson Silva já começou a treinar na fase final de recuperação da lesão
 iG: Como foi lutar ao Brasil em agosto pela primeira vez em quase uma década?
Anderson Silva:
Se pudesse, eu gostaria de lutar só em eventos no Brasil. Para mim seria ótimo. Eu preferiria que todas as lutas fossem aqui, com a minha torcida e meu povo torcendo por mim. É muito melhor do que lutar lá fora. Mas nem tudo é como a gente quer. Se você perguntar para todos os brasileiros do UFC, todos eles gostariam de lutar aqui dentro.

Todos nós que lutamos no UFC e somos brasileiros só estamos tendo essa oportunidade agora. Sempre tivemos que lidar com a pressão de lutar fora, na cidade dos adversários ou até mesmo em um lugar neutro. E hoje temos a oportunidade de mostrar a força do Brasil dentro do esporte.

iG: Você acha que terá condições de um dia lutar no estádio do Corinthians, quando ele ficar pronto?
Anderson Silva:
Tudo é possível. Eu como atleta do clube e como brasileiro, gostaria que muita coisa acontecesse. Mas só no futuro podemos dizer o que vai acontecer. Primeiro precisamos entender que precisamos de estrutura e de outras coisas para manter um evento como o UFC.

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iG: Como por exemplo...
Anderson Silva:
Ter ginásios como vemos lá fora, como vemos no Japão. Precisamos de estrutura. A partir do momento que tivermos isso e pudermos receber mais eventos do UFC e até como era no Pride [com presença de até 90 mil pessoas], vamos ter outros grandes atletas, mais público, uma visibilidade maior da mídia e dos patrocinadores.

As autoridades competentes precisam entender que o UFC é um evento que traz milhares de pessoas para a cidade, para o Brasil, e isso gera mais empregos e mais dinheiro para o país. Então, isso tem que ser usado da maneira correta. A partir do momento que as pessoas responsáveis entenderem que podem trazer todos os outros grandes eventos para o Brasil, tendo outros lugares para fazer. Não adianta levar para São Paulo, em um estádio de futebol, e não ter uma estrutura para suportar o UFC. Temos que pensar em tudo, que pode chover, no trânsito e várias outras coisas.

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