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Primeira temporada do TUF ficou marcada pelo lado sentimental mostrado pelos atletas e por apenas três nocautes

Peso pena Pepey assegurou uma das vagas na final do TUF Brasil
Divulgação/TUF
Peso pena Pepey assegurou uma das vagas na final do TUF Brasil

Enganam-se aqueles que enxergam os lutadores de MMA como brutamontes sem sentimentos. O programa “The Ultimate Fighter”  Brasil mostrou que os atletas do UFC podem chorar até demais. O reality show será encerrado neste sábado, em Belo Horizonte, após uma primeira temporada marcada pela excessiva choradeira dos lutadores e pelo baixo número de nocautes nos combates.

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Praticamente todos os episódios exibidos pela Globo contaram com um ou dois lutadores chorando. Seja por lembrar do passado de dificuldades ou por conta do resultado no octógono. Será que isso aconteceu apenas por escolha dos editores para destacar o lado humano dos atletas? Não. De acordo com os participantes, o show mostrou a realidade sem distorções. 

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“Ficamos confinados por quase 50 dias sem contato com ninguém. Eles tiraram até as fotos dos nossos familiares. Não tem como segurar. Sem falar que formamos amigos lá dentro. Me tornei amigo de verdade do Bodão e do Sarafian. Então é difícil não chorar”, destacou o finalista dos médios Cézar Mutante.

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“Eu era com certeza um dos mais emotivos. Senti muita falta da família e dos amigos. Sem falar que era um ambiente de muita tensão. Todos estavam nervosos por representar seus conhecidos”, completou o outro finalista Serginho Moraes.

Outra característica que marcou a primeira temporada do TUF no Brasil foi o número pequeno de nocautes: apenas três em 12 combates, sendo que um deles foi na verdade a desistência de Massaranduba contra Thiago Bodão.

Wanderlei Silva consola Thiago Bodão após sua derrota para Mutante
Divulgação
Wanderlei Silva consola Thiago Bodão após sua derrota para Mutante

“O mais importante foi que os lutadores deram tudo de si. Eles sabiam que era a chance da vida deles e fizeram seu melhor. Eram guerreiros e mostraram isso. O mais importante é não desistir nunca e foi isso o que aconteceu no TUF”, comentou o técnico Wanderlei Silva, que acabou derrotado na primeira fase por Vitor Belfort por um placar de 7 lutas a 1 uma.

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Mas se depender da audiência, o show foi um sucesso. O programa foi acompanhado por uma média de sete milhões de pessoas na Globo. A temporada do TUF nos Estados Unidos deste ano, por sua vez, contou com média inferior a um milhão. Mas vale ressaltar que o reality é transmitido somente na TV a cabo americana, ao contrário do que acontece por aqui.

A final do TUF Brasil acontece neste sábado à noite no ginásio do Mineirinho. Mutante disputará o título do torneio contra o campeão mundial de jiu-jitsu Serginho Moraes entre os médios. Já Godofredo Pepey enfrentará Rony Jason no peso pena. 

Além das decisões do reality show, o evento contará com o combate principal entre Wanderlei Silva e o ex-campeão do UFC Rich Franklin. Os duelos serão transmitidos ao vivo pela Globo.