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Supercâmeras vigiam e identificam torcidas em clássico no Pacaembu

O torcedor tem seu rosto registrado na chegada e passa a ter seu comportamento na arquibancada vigiado à distância por meio do zoom

Gazeta |

Francisco De Laurentiis
Os torcedores estão sendo vigiados no Pacaembu
O clássico deste domingo entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu, recebe um projeto piloto de segurança para monitoramento dos estádios. O torcedor tem seu rosto registrado na chegada e passa a ter seu comportamento na arquibancada vigiado à distância por meio do zoom de câmeras de alta definição.

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Desenvolvido em conjunto por três empresas de tecnologia, o sistema, semelhante a alguns já implementados em estádios europeus, ainda passa por testes. Antes desta tarde, ele foi utilizado em três partidas deste ano (Corinthians x São Paulo, Palmeiras x Ajax e Palmeiras x Oeste), com apoio da Federação Paulista de Futebol e da Polícia Militar.

"Por se tratar de um projeto piloto, perguntamos à federação e espalhamos seis câmeras nos locais mais sensíveis (onde geralmente ocorrem confusões) do estádio", explica Anderson Luiz Carvalho, gerente de marketing do Grupo Policom, uma das três empresas envolvidas no projeto, ao lado da Abex Brasil e da NNW. "Já para ter cobertura completa do Pacaembu, seriam necessárias no mínimo uma câmera por portão de entrada mais dez em seu interior".

Leia mais: Corintianos e palmeirenses se envolvem em briga antes do clássico

A intenção é que, em posse de imagens ao vivo ou gravadas de eventuais confusões - não apenas brigas, mas também roubo de carteiras, uso de drogas -, a Polícia construa uma base de dados com torcedores problemáticos reconhecidos a partir de biometria facial. Todas as pessoas são registradas por câmeras de 2 megapixel na entrada e vigiadas com nitidez por outras de 16 e 29 megapixel dentro do estádio.

Veja também: Palmeiras prepara homenagem especial para Chico Anysio no clássico

"Temos hoje uma legislação moderna. O que falta realmente é um serviço de inteligência como esse", elogiou Paulo Castilho, promotor do Ministério Público de São Paulo. "Precisamos colocar esses marginais, maus torcedores, que são bandidos na verdade, atrás das grades. Isso é uma responsabilidade do Estado", completou.

O sistema, no entanto, ainda não tem garantia de ser instalado de fato nos estádios paulistas. Segundo as empresas, a FPF ainda avalia os testes realizados até o momento.

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