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Secretário da presidência chama Valcke de vagabundo

Marco Aurélio Garcia reafirma que governo rompeu com Jérôme Valcke, que criticou o Brasil na última sexta-feira

AE |

O governo brasileiro voltou a afirmar que não dialogará mais com o secretário-geral da Fifa,Jérôme Valcke. Neste domingo, na chegada a Hannover, na Alemanha, onde participa da delegação brasileira liderada pela presidente Dilma Rousseff, o secretário especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou ao jornal “Estado de S. Paulo” que o número 2 da entidade máxima do futebol é "um vagabundo'' e "um boquirroto'' e reiterou que ele não será mais aceito como interlocutor do governo brasileiro.

Veja também: CBF diz que lentidão é “democracia” e pede respeito da Fifa


Na chegada da delegação do Brasil ao país europeu para participar da Feira de Hannover, que, neste ano, presta homenagem ao País, Dilma não quis comentar o atrito com a Fifa causado pelas declarações de Valcke.

Na sexta-feira, o representante da federação internacional afirmou que o país precisaria receber "um pontapé no traseiro'' para acelerar os preparativos para a Copa do Mundo 2014 . Em retaliação, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, respondeu no sábado que o governo não aceitaria mais Valcke como o interlocutor . Na tréplica, também no sábado, o executivo não baixou o tom e disse considerar a postura brasileira "infantil''.

Leia mais: Brasil "não aceita mais" Valcke como interlocutor para Copa, diz Rebelo


Getty Images
Jérôme Valcke tem viagem marcada para o Brasil na próxima semana
Ontem, Marco Aurélio bateu forte em resposta ao secretário-geral. "O interlocutor já está riscado. Esse cara é um vagabundo'', disse, ironizando a nacionalidade de Valcke. "Para aí, os franceses nunca se deram bem no colonialismo no Brasil. Ele mordeu a língua, criou um problema, não para nós, mas para a Fifa.''

Segundo ele, Jérôme Valcke "pode ir à vontade ao Brasil, mas não é mais o interlocutor do governo''. "A Fifa que descubra outro.'' Valcke tem vários compromissos no País entre 12 e 15 de março e espera ser recebido pelo governo federal.

Apesar da ira, o secretário disse que a presidente Dilma Rousseff não falou sobre o assunto durante a viagem à Europa. "A presidente tem mais o que fazer do que se preocupar com as declarações de um boquirroto'', alegou Marco Aurélio.

A inconformidade, disse ele, vem do fato de que as palavras seriam "impróprias''. "Não me parece que 'bunda' seja um palavra diplomática, mesmo se traduzir como traseiro'', reclamou o ministro.

A respeito do mérito das críticas de Valcke, Marco Aurélio disse que o Brasil não é europeu, nem germânico, e que vai fazer as obras da Copa no seu ritmo. "Vocês sabem como é o ritmo do Brasil. Não é o ritmo europeu, germânico. Vamos fazer de nosso jeito'', garantiu. "O que pode exigir é que se cumpram as coisas no prazo devido.''

 

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