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Futebol
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Rodrigo Caetano não é mais executivo do Vasco

Falta de planejamento para Libertadores e de controle sobre a base levaram dirigente e entregar o cargo

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

A relação do presidente Roberto Dinamite com o diretor-executivo do Vasco , Rodrigo Caetano, não é a das melhores ultimamente. Tanto que nem a segunda colocação no Campeonato Brasileiro e a vaga na Libertadores amenizaram o clima entre os cartolas cruzmaltinos. Na tarde desta quinta-feira, depois de mais de cinco horas de reunião, ficou definida a saída de Caetano.

O diretor-executivo entregou o cargo insatisfeito com algumas questões que ainda não haviam sido solucionadas em São Januário. A principal delas está ligada à falta de planejamento para a Libertadores. Até agora, o clube não anunciou um reforço. E, no íntimo, Rodrigo acreditava que o Vasco deveria abrir os cofres para ter na mão uma equipe competitiva.

Gazeta Press
Com salário de jogador, Caetano respondia pelo futebol do Vasco desde 2009
No meio do ano, logo após a conquista da Copa do Brasil, Caetano, assediado pelo Fluminense, quase de mudou para as Laranjeiras. Só que o título nacional e um aumento de salário o mantiveram na Colina. Mas o dirigente lutava ainda por um clube mais bem estruturado também fora das quatro linhas.

Exigia um quadro de associados mais efetivo e uma internacionalização maior da marca Vasco. Não queria apenas entrar na Libertadores para fazer figuração.

Outra cobranças do cartola: o controle das divisões do base. Segundo ele, as categorias inferiores são hoje administradas por homens de confiança de Dinamite e ultimamente vêm perdendo jogadores que apontados como grande promessa. A maior delas foi Yago, que foi parar justamente no rival Flamengo.

"Foi um desgaste de três anos. Mas não significa nenhum tipo de atrito. É que, como profissional, eu havia projetado algumas coisas em termos de futuro. E para isso acho que chegou a minha vez de sair. Este cliclo se encerra e eu agora olho para frente. Mas fui bastante feliz aqui, foi um período vitorioso", declarou Caetano, emendando:

"É um desgaste natural como em qualquer relação e foi natural. Mas é claro que saio e as providências que estavam em andamento para reforçar a equipe serão bem executados por quem ficar aqui. A minha saída não vai prejudicar no projeto para 2012".

Contratado em 2009 como o executivo do futebol brasileiro de futuro mais promissor, trouxe na bagagem o título da Série B com o Grêmio e o vice-campeonato da Libertadores um ano após o clube gaúcho ser rebaixado no Brasileiro.

No Vasco, ganhou também a segunda divisão e a Copa do Brasil. Valorizado, passou a ter salário de jogador (aproximadamente R$ 250 mil) e recentemente foi um dos criadores da Associação Brasileira dos Executivos de Futebol (Abef), na qual exerce a função de vice-presidente.

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Mas nas útimas semanas, ele e Dinamite não falavam a mesma língua. Roberto chegou a declarar que a presidência respondia pelos principais acontecimentos do clube. Caetano não gostou.

Para o nome de Caetano, fala-se em Felipe Ximenez, do Coritiba, e até em Marco Aurélio Cunha, do São Paulo.

 

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