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Gerente de obras da Arena é parente de mito palestrino

Cláudio Pellicciari é parente de Romeu, ex-jogador do Palmeiras que certa vez afundou o Corinthians

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

“Eu não misturo a profissão com coração”. O discurso perfeito para um jogador de futebol, na verdade, veio da boca de Cláudio Pellicciari, gerente de obras da Arena Palestra. Sem a habilidade de jogador de futebol do primo do seu pai, Romeu Pellicciari, mas com as palavras exatamente iguais às dos atletas, o engenheiro da WTorre já faz do novo estádio do Palmeiras a sua nova casa.

Mesmo sem torcer para a equipe paulista, Pellicciari diz que faz como todo engenheiro e trata a obra como se fosse seu filho. Ainda na base do discurso de jogador de futebol, o engenheiro formado há 30 anos pela Faap e com 14 anos de experiência na WTorre comemora o fato de estar na obra que deixará a Arena pronta para a cidade.

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“Como descendente de italiano, fico muito feliz de estar aqui. A obra é como se fosse um filho, eu venho todos os dias para cá. Além disso, estou fazendo parte de algo que não acontece há muito tempo aqui no país, que é a construção de um estádio”, comemorou Pellicciari.

Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Cláudio prefere não revelar o time, mas diz que sairá da obra com coração metade palmeirense


Sem querer revelar seu verdadeiro time, o gerente de obras conta que tem um irmão gêmeo que torce para o Palmeiras e que frequentava sempre o antigo Palestra Itália para levar as suas filhas.

Pellicciari ainda brinca com a falta de sorte em herdar a habilidade de Romeu, que jogou até a Copa do Mundo em 1938, marcando três gols pela seleção. Romeu ainda foi tricampeão paulista pelo Palmeiras, em 1932, 1933 e 1934, e tricampeão carioca pelo Fluminense, em 1936, 1937 e 1938. Ao todo, o atacante teve 13 anos de carreira e 14 títulos.

Romeu também teve uma de suas melhores tardes com a camisa verde no dia 5 de novembro de 1933, justamente diante do Corinthians. O na época Palestra goleou o principal rival por 8 a 0, com quatro gols do atacante, ganhando o cargo de algoz corintiano. 

Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Cláudio prefere não revelar o time, mas diz que sairá da obra com coração metade palmeirense
“O Romeu ainda teve outros dois parentes que chegaram a ser jogador de futebol, atuaram pelo Corinthians, mas tiveram problemas de joelho e não foram para frente. Eu também não tive tanta sorte, por isso estou aqui. Nas peladas jogo de goleiro”, brincou Cláudio.

Na hora de posar para as fotos, Cláudio brincou e pediu uma edição para ficar com a aparência mais esbelta. E é na forma, aliás, que Romeu Pellicciari enfrentava problemas. Sempre um pouco fora de forma e até careca desde os 24 anos, o atacante enfrentava a desconfiança de quem o olhava pela primeira vez.

A opinião sempre mudava após vê-lo dentro de campo. Um exemplo é que vários clubes europeus tentaram, sem sucesso, oferecer fortunas para contratar o atacante que fez 106 gols em 150 jogos pelo Palmeiras e 86 em 201 pelo Fluminense.

Em 1971, aos 60 anos de idade, Romeu faleceu e nem devia imaginar que deixaria uma herança para os palmeirenses mais fanáticos. Na verdade, nem mesmo Cláudio imaginaria que estaria construindo o estádio do Palmeiras.

“Eu nunca poderia imaginar que estaria aqui hoje em dia. Venho de segunda a sábado, só de domingo que descanso. Ninguém da minha profissão imaginaria que seria gerente de uma obra dessa. Por isso, posso dizer que vou sair daqui com o coração metade verde”, disse Pellicciari.
Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Cláudio prefere não revelar o time, mas diz que sairá da obra com coração metade palmeirense

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