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Futebol
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Dono de moderno estádio banca seleção e festa para receber amistoso

Empresa que detém marca importante de cerveja no México gastou R$ 200 milhões para levantar uma das duas arenas modernas do país

Marcel Rizzo, enviado iG a Torreón |

Para esquecer tiroteios, execuções e atentados, a cidade de Torreón preparou uma festa para receber a seleção brasileira. O moderno estádio que será palco do amistoso entre Brasil e México, na terça-feira (22h30 de Brasília), faz desde quinta-feira um encontro cultural dos países que foi batizado de “Ola de la alegria”. Em frente à arena foram montadas quadras de futebol, vôlei, boxe, além de um palco, onde grupos de batuque brasileiros fazem “duelos” musicais com os mariachis e suas violas da tradicional música do país.

Bancado pelo Grupo Modelo, empresa que detém as mais importantes marcas de cerveja do país, como a Corona (que dá o nome oficial ao estádio), o amistoso entre Brasil e México reunirá o que as seleções têm de melhor atualmente, o que fez com os habitantes de Torreón e da região se empolgassem com a partida. Só que como os ingressos não serão baratos (de R$ 150 a R$ 400), o Grupo Modelo e outros patrocinadores do Santos Laguna, clube da cidade, resolveram realizar a festa, de quinta a domingo, para chamar a população à partida (e animá-los a colocar a mão no bolso).

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“É muito bonito imaginar o Brasil aqui. Amamos futebol e o Brasil”, disse o garoto Geremia, que jogava futebol em um campo de areia montado a poucos metros do gramado no qual Ronaldinho Gaúcho e Javier “Chicharito” Hernández se enfrentarão.

A cidade respira futebol principalmente depois que a cervejaria assumiu o Santos Laguna, com investimento em contratações e o título mexicano de 2008 (também venceu em 1996 e 2001). O estádio antigo, no qual cabiam 17 mil pessoas, foi demolido. Hoje há um terreno vazio no local, cerca de 2km de distância de onde foi levantado o atual, considerado, ao lado do Omnilife, do Chivas Guadalajara, um dos mais modernos estádios do México.

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Com capacidade para 30 mil pessoas, todas sentadas, o Território Modelo custou cerca de R$ 200 milhões, mas não será apenas um estádio. O projeto, que ainda não está concluído, transforma toda a área em um centro esportivo e de lazer, com hotel, ginásio, shopping e até uma igreja, esta já em funcionamento. Durante a visita da reportagem, um bebê estava sendo batizado na igreja de “Todos os Santos”.

Pelé

AFP
Pelé é ovacionado por mexicanos ao dar o pontapé inicial na partida Santos Laguna x Santos, em 2009
Em 12 de novembro de 2009, o estádio foi inaugurado com a presença do presidente mexicano, Felipe Calderón, e de Pelé, que deu o pontapé oficial. O rival foi o xará brasileiro, o Santos. O nome do clube mexicano não tem influência do time brasileiro, como se pode imaginar – o Santos vem em homenagem aos moradores de Santa Cruz, uma das cidades que recebeu a franquia, e o Laguna vem da região que engloba as cidades de Torreón e Gomez Palácios, entre outras.

No jogo, que teve a vitória do time mexicano por 2 a 1, os santistas viajaram com um time misto, sem as principais estrelas. Por isso a presença do Brasil está sendo considerada a partida mais importante da cidade e, claro, do estádio. Não foi divulgado o valor pago pelos organizadores, mas o cachê brasileiro para partidas internacionais é de US$ 2 milhões (R$ 3,9 milhões).

“Será uma maneira de mostrar também a cidade para o mundo de uma forma mais bonita. Por isso preparamos a festa e esperamos um jogo em paz”, disse Adriano Gedar, da equipe de marketing do Santos Laguna. Em junho, o Território Modelo recebeu partidas do Mundial sub-17, inclusive a semifinal na qual o México bateu a Alemanha.
 

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