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Conhecido como "apito de ouro", Lu Jun admitiu que recebeu 810 mil iuanes (US$ 127,7 mil) na Liga Chinesa

Chinês Lu Jun chegou a apitar na Copa do Mundo de 2002
Reprodução
Chinês Lu Jun chegou a apitar na Copa do Mundo de 2002
O árbitro chinês Lu Jun confessou na última quarta-feira que recebeu propina para manipular o resultado de pelo menos sete jogos do campeonato de seu país. Conhecido por ter apitado jogos na Copa do Mundo de 2002, o juiz confessou a prática ilegal já no primeiro dia de depoimento.

Prestigiado pelos torcedores chineses e conhecido como "apito de ouro", Lu Jun admitiu que recebeu 810 mil iuanes (US$ 127,7 mil) para alterar o placar de algumas partidas na Liga Chinesa, em 2003. Em uma delas, o campeão daquela temporada, o Shanghai Shenhua, acabou aplicando uma goleada por 4 a 1 em seu adversário.

Segundo o juiz, o dinheiro ilegal foi entregue por Zhang Jianqiang, então presidente do comitê de arbitragem e apontado como um dos principais mentores do esquema de manipulação de jogos. Além do dirigente, o ex-vice-presidente da Associação Chinesa de Futebol, Yang Yimin, também foi indiciado pelas autoridades locais e chorou durante seu depoimento.

Nesta semana, o árbitro Huang Junjie já havia afirmado que participou de um esquema envolvendo o recebimento de propina para a alteração de alguns resultados. Umas das partidas investigadas foi um amistoso do Manchester United no país, que terminou com uma goleada por 6 a 0 diante do Shenzhen FC.

Cercado pela máfia das apostas, o futebol chinês passou a ser investigado no dia 19 de dezembro, quando o presidente do país, Hu Jintao, pediu para que a polícia fizesse todo o esforço possível para acabar com as práticas ilegais no esporte com mais adeptos na China. Outros 30 envolvidos nas acusações deverão prestar depoimento durante esta semana e responderão pela compra e venda de resultados em partidas locais e da seleção nacional.