Procurador-geral da República Rodrigo Janot pede ao Superior Tribunal Federal que arqueiro do Boa Esporte volte à cadeia

Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte
Divulgação
Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte

Em liberdade desde fevereiro deste ano, Bruno Fernandes de Souza foi solto perante uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello. No entanto, de acordo com o jornal "O Globo", o procurador-geral da República Rodrigo Janot conduziu um parecer ao STF pedindo a anulação do habeas corpus concedido ao goleiro.

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Janot afirmou que o processo leva tempo para ser analisado na segunda instância por conta dos recursos do próprio goleiro , que vem retardando o julgamento. "Anote-se que a execução provisória da pena se deu a pedido da própria defesa, na ocasião do recurso de apelação. Isso reforça a ausência de prejuízo ao sentenciado, que pode postular os benefícios previstos na Lei de Execução Penal", disse o procurador-geral.

Goleiro Bruno acena para os torcedores após ser aplaudido no treino
Alexandre Guzanshe / EM DA PRESS / Superesportes
Goleiro Bruno acena para os torcedores após ser aplaudido no treino

Rodrigo Janot ainda alegou que não é possível apresentar habeas corpus contra uma decisão tomada por outro ministro de tribunal superior, já que antes de Marco Aurélio soltar Bruno, o atleta teve um pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Caso Bruno Fernandes

Inicialmente, o caso pertencia ao ministro Teori Zavascki, que faleceu em janeiro em um acidente aéreo no Rio de Janeiro. A questão de Bruno ainda se tratava de uma medida urgente, pois se encontrava preso sem a condenação definitiva, já com um pedido de liberdade encaminhado.

Com a morte de Teori, a presidente do STF Cármen Lúcia encaminhou o caso para Marco Aurélio, que agora está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes e será analisado na próxima terça-feira (25) pela Primeira Turma do Tribunal.

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A Primeira Turma é composta por Marco Aurélio, Alexandre de Moraes e outros três ministros: Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. A decisão de prisão do goleiro Bruno será tomada por maioria de votos.

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