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Basquete
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Magnano crê em acerto de Splitter com clube espanhol

Técnico teme que locaute da NBA e período inativo tenha impacto negativo na seleção. Há seis clubes interessados no pivô do Spurs

Giancarlo Giampietro e Luís Araújo, especial para o iG |

Caso os proprietários de clube e os jogadores da NBA não cheguem a um acordo e a temporada 2011-2012 da liga norte-americana seja cancelada, o pivô Tiago Splitter deve acertar seu retorno ao basquete europeu. A informação surge como um alívio para o técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano, que estava preocupado com um possível longo período de inatividade para o atleta, justamente na temporada que precede a primeira participação da equipe nacional nas Olimpíadas após 16 anos.

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Segundo o técnico argentino, o Unicaja Málaga, um dos clubes mais tradicionais da Espanha e participante da Euroliga, estaria perto de um acerto com o catarinense. “Pelo que sei, ele e o Málaga estão muito próximos (de um acordo)”, disse. “Se não houver temporada nos Estados Unidos, seria algo muito bom para o Tiago, pois é um clube muito forte.”

Mas ainda há outros cinco clubes na fila, à espera de uma decisão de Splitter, segundo informou Luis Martín, um de seus agentes, ao iG. São eles: Maccabi Tel Aviv, de Israel, Milano, da Itália, e os também espanhóis Real Madrid, Valencia e Caja Laboral, clube da região basca que defendeu de 2001 a 2010 e com o qual tem uma profunda ligação.

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“Esses clubes demonstraram interesse no Tiago, mas ele decidiu ficar em San Antonio para se tratar de uma lesão (muscular na perna direita) que já o vinha incomodando. O que eu sei é que, dos seis times que demonstraram interesse, a única que vazou foi a de Málaga, pela imprensa local, que deu detalhes da sondagem. Mas ninguém ainda fez uma proposta concreta”, afirmou o agente. “Os seis times estão na mesma situação. Não há favoritos nessa corrida pelo Tiago.”

Entre os clubes nacionais, Brasília e Flamengo fizeram sondagens a Splitter e chegaram a discutir valores pensando em sua contratação, mas acabaram desencorajados a prosseguir com as negociações.

Ver o catarinense em ação em campeonatos fortes como a Liga ACB espanhola e a Euroliga é algo que deixaria Magnano mais tranquilo em relação às perspectivas da seleção para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. “A falta de competição não ajuda a nenhum jogador”, disse o argentino. “Se o jogador não vai para a quadra, isso é algo muito prejudicial e afeta indiretamente a seleção também. Nós precisamos que eles joguem.”

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O pivô do San Antonio Spurs é apenas um dos mais de 400 atletas com contratos assinados com franquias da NBA à espera de uma resolução do locaute imposto pelos donos dos clubes, sem pagar salários. Resumidamente: esses proprietários querem reformular o acordo trabalhista da liga, visando o recebimento de uma quantia maior da renda total anual do campeonato, além de um sistema mais restritivo de contratações que desagrada aos jogadores.

O impasse, que se arrasta por mais de 133 dias, resultou no adiamento do início do campeonato – a temporada teria início no dia 1º de novembro. Essa espera pode ter um impacto ainda maior para Splitter, que foi pouco utilizado pelo técnico Gregg Popovich em seu primeiro ano pelo time texano (média de apenas 12 minutos por partida) e mostrou sentir falta de ritmo de jogo durante o Pré-Olímpico de Mar del Plata, no qual a seleção garantiu sua vaga em Londres.

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Como seus contratos estão basicamente congelados pelas equipes norte-americanas, os jogadores têm a liberdade de assinar com outros clubes, com aval dado pela Fiba (Federação Internacional de Basquete). “Se não sair um acordo e isso ficar só para janeiro, seriam dois meses parado, e aí o Tiago gostaria de jogar”, afirmou Martín.

O ala-armador Leandrinho se aproveitou dessa brecha e, enquanto está afastado do Toronto Raptors, assinou contrato pelo Flamengo, pelo qual já esteve ação na Liga Sul-Americana e vai competir no NBB 4. O ala-pivô Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, está recuperado de uma cirurgia no tornozelo e já treina com bola, mas sem clube. O pivô Nenê, do Denver Nuggets, também é outro que aguarda o desfecho das negociações nos Estados Unidos para definir seu futuro.

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