Único brasileiro em quadra no primeiro jogo da NBA no Brasil, pivô do Washington Wizards é hostilizado pela maior parte da torcida no Rio de Janeiro

Nenê, pivô do Washington Wizards
David Dow/Getty Images
Nenê, pivô do Washington Wizards

A primeira partida da NBA no Brasil teve o único jogador em quadra que nasceu no país hostilizado pela torcida. Logo no momento em que foi anunciado no quinteto titular do Washington Wizards, o pivô Nenê ouviu mais vaias do que aplausos do público que compareceu à Arena HSBC, no Rio de Janeiro, neste sábado. A cena se repetiu nas vezes em que ele foi para a linha de lance livre durante a derrota da sua equipe para o Chicago Bulls por 83 a 81 . Engana-se, porém, que as vaias tenham mexido com a cabeça dele.

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Ao ser questionado sobre a recepção hostil que teve de boa parte do público, Nenê demonstrou tranquilidade. "Não preciso me defender de nada", respondeu o pivô, que teve cinco pontos e seis rebotes durante os 20 minutos em que esteve em quadra. "Não bati, não roubei, nem matei ninguém. Venho fazendo muitas coisas nos últimos anos e tem gente que me vê como exemplo", completou.

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Nos últimos anos, Nenê tem sido ausência constante nas competições que a seleção brasileira disputa. A exceção foi a participação nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Fora isso, tinha defendido a equipe nacional pela última vez no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007. No pedido de dispensa mais recente, no da Copa América deste ano, alegou que precisava se recuperar de lesão no pé esquerdo.

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"Tive lesões, o nascimento do meu filho, quebrei o braço e tive câncer. Não vou deixar egoístas, pobres de espírito e que não sabem o que acontece, interferirem. Estou bem feliz com esse momento, representando as pessoas que amo e os jogadores brasileiros que atuam lá fora. Nós deveríamos estar comemorando aqui um fato inédito, mas estamos preocupados com coisas pequenas e mesquinhas", declarou Nenê.

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Ainda durante a partida deste sábado, o ex-jogador Oscar Schmidt voltou a criticar abertamente os pedidos de dispensa de Nenê da seleção brasileira em conversa com os jornalistas e deu razão para quem o vaiou. Sem citar nomes, o pivô respondeu usando novamente um termo que já tinha adotado.

"Não devo satisfação a pessoas pobres de espírito. Quem acompanha de verdade o basquete, sabe o que acontece. Tudo o que houve comigo teve explicação", disse o pivô brasileiro.

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