Nenê diz não precisar se defender e que vaias vieram de 'pobres de espírito'

Por Luís Araújo - enviado iG ao Rio de Janeiro |

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Único brasileiro em quadra no primeiro jogo da NBA no Brasil, pivô do Washington Wizards é hostilizado pela maior parte da torcida no Rio de Janeiro

David Dow/Getty Images
Nenê, pivô do Washington Wizards

A primeira partida da NBA no Brasil teve o único jogador em quadra que nasceu no país hostilizado pela torcida. Logo no momento em que foi anunciado no quinteto titular do Washington Wizards, o pivô Nenê ouviu mais vaias do que aplausos do público que compareceu à Arena HSBC, no Rio de Janeiro, neste sábado. A cena se repetiu nas vezes em que ele foi para a linha de lance livre durante a derrota da sua equipe para o Chicago Bulls por 83 a 81. Engana-se, porém, que as vaias tenham mexido com a cabeça dele.

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Ao ser questionado sobre a recepção hostil que teve de boa parte do público, Nenê demonstrou tranquilidade. "Não preciso me defender de nada", respondeu o pivô, que teve cinco pontos e seis rebotes durante os 20 minutos em que esteve em quadra. "Não bati, não roubei, nem matei ninguém. Venho fazendo muitas coisas nos últimos anos e tem gente que me vê como exemplo", completou.

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O ex-ala Oscar Schmidt é saudado pelo público no HSBC Arena, antes do início do jogo entre Chicago Bulls e Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô brasileiro Nenê Hilário, do Washington, briga pela bola com Jimmy Butler e Carlos Boozer, do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO pivô Nazr Mohammed, do Chicago Bulls,sobe para fazer mais dois pontos na partida deste sábado, contra o Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala Eric Maynor, do Washington, passa pela marcação de Marquis Teague (nº 25), do Chicago. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala do Chicago, Carlos Boozer, tenta se livrar da marcação de quatro jogadores do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ala/armador Jimmy Butler parte para cima da marcação da defesad do Washington Wizards. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJohn Wall, do Washington, encara a marcação de Kirk Hinrich, do Chicago Bulls. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaO ex-lateral Cafu conversa com a Hortência Marcari, campeã mundial com a seleção feminina de basquete, durante a partida. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaAs dançarinas do Washington Wizards ajudaram a entreter o público nos intervalos da partida, no HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaTony Snell, do Chicago Bulls, domina a bola diante da marcação de Glen Rice Jr, do Washington Wizards, na HSBC Arena. Foto: Ernesto Carriço/Agência O DiaJogadores do Chicago Bulls e Washington Wizards participam do primeiro jogo da NBA no Brasil, no HSBC Arena, no Rio. Foto: Getty Images/David DowO pivô brasileiro Nenê Hilário cumprimenta seus companheiros do Washington, antes do início da partida contra o Chicago. Foto: Gety Images/Ned Dishman

Nos últimos anos, Nenê tem sido ausência constante nas competições que a seleção brasileira disputa. A exceção foi a participação nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Fora isso, tinha defendido a equipe nacional pela última vez no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007. No pedido de dispensa mais recente, no da Copa América deste ano, alegou que precisava se recuperar de lesão no pé esquerdo.

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"Tive lesões, o nascimento do meu filho, quebrei o braço e tive câncer. Não vou deixar egoístas, pobres de espírito e que não sabem o que acontece, interferirem. Estou bem feliz com esse momento, representando as pessoas que amo e os jogadores brasileiros que atuam lá fora. Nós deveríamos estar comemorando aqui um fato inédito, mas estamos preocupados com coisas pequenas e mesquinhas", declarou Nenê.

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Ainda durante a partida deste sábado, o ex-jogador Oscar Schmidt voltou a criticar abertamente os pedidos de dispensa de Nenê da seleção brasileira em conversa com os jornalistas e deu razão para quem o vaiou. Sem citar nomes, o pivô respondeu usando novamente um termo que já tinha adotado.

"Não devo satisfação a pessoas pobres de espírito. Quem acompanha de verdade o basquete, sabe o que acontece. Tudo o que houve comigo teve explicação", disse o pivô brasileiro.

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