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Williams volta a ter um Senna em seu cockpit após 18 anos

Bruno correrá em 2012 na equipe em que seu tio, Ayrton, começou e terminou sua trajetória na Fórmula 1

Mariana Gianjoppe, iG São Paulo |

Após 18 anos, um Senna voltará a pilotar o carro da Williams. Nessa terça-feira (17), Bruno Senna foi confirmado na equipe para a temporada 2012, o que rememora uma parceria que marcou a história do automobilismo: foi na Williams que seu tio, Ayrton, correu suas últimas provas na Fórmula 1 e sofreu o acidente fatal, em Ímola, que encerrou a carreira de um dos mais notáveis pilotos de todos os tempos.


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AP
Bruno Senna foi confirmado como piloto da Williams para a temporada 2012 da F1

Mas a relação de Ayrton com a Williams começou muito antes daquele fatídico 1º de maio de 1994. Foi na equipe que Senna teve sua primeira experiência com um carro de Fórmula 1. Em 1983, campeão da Fórmula 3 britânica, o brasileiro despertou o interesse de muitas equipes da principal categoria do automobilismo mundial. Naquele ano, testou também por Toleman e McLaren, mas foi a Williams quem lhe deu a primeira oportunidade, ainda no meio da temporada.

O dono do time, Frank Williams, ficou impressionado com o desempenho do jovem piloto, mas já havia fechado com seus dois competidores para a temporada seguinte, não havendo espaço para Senna como titular. Por conta disso, o brasileiro fechou com a Toleman, equipe pela qual competiu em 1984, seu ano de estreia na F1.

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Nos anos seguintes, Senna foi conquistando seu espaço na categoria, passou pela Lotus e formou um par perfeito com a McLaren, onde conquistou seus três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991. Porém, desde sua última conquista, já pôde perceber uma ascensão meteórica da Williams, que passou a ter o carro mais rápido do grid, com a ajuda de novos dispositivos eletrônicos.

Em 1992, a McLaren não teve chances com os foguetes da escuderia de Grove, que conquistou o título do mundial de pilotos com Nigel Mansell e também garantiu o título de construtores. Nesse ano, surgiram especulações de que Senna poderia se mudar para a Williams. Porém, a ambição de Ayrton foi atrapalhada pelo seu maior rival: Alain Prost foi escalado para correr na equipe em 1993 e não quis repetir a dupla que fez com o brasileiro na McLaren, deixando isso explícito em uma cláusula de seu contrato.

Prost foi tetracampeão em 1993, enquanto Senna, correndo em um carro bem inferior, teve de se contentar com o vice-campeonato. Mas o anúncio da aposentadoria de seu maior rival no fim daquela temporada abriu espaço para o brasileiro realizar seu desejo. Ele fechou contrato com a Williams, em uma parceria que prometia ser das mais vitoriosas da história da F1.

Getty Images
Ayrton Senna em 1994, ano em que correu pela Williams

Porém, para a temporada de 1994, foram proibidos os dispositivos eletrônicos que ajudavam o piloto a controlar o carro e davam maior equilíbrio. Ao contrário das expectativas, Senna começou o ano abandonando as duas primeiras provas e infeliz com o carro, desenhado por Adrian Newey. Ele ainda conquistou as três primeiras pole positions da temporada, inclusive em Ímola, antes de, no dia seguinte, sofrer o acidente na curva Tamburello que tirou sua vida.

Após a morte do tio, Bruno Senna, na época com 10 anos e apontado por Ayrton como futura promessa no automobilismo, foi proibido de correr pela família. Ele só voltou às pistas 10 anos depois e teve de correr contra o tempo para subir até a Fórmula 1. Em seu terceiro ano na categoria, agora é a sua vez de entrar no cockpit de uma Williams e pilotar pela equipe que ficou marcada pelo seu sobrenome.

Em sua primeira entrevista como piloto da Williams, Bruno Senna relembrou a passagem do tio pela equipe britânica. “Fazer parte de uma equipe em que o Ayrton correu é também uma situação de muito orgulho. O Ayrton escreveu uma história interessante nesta equipe. Não foi uma história fácil. Mas o trajeto dele nesta equipe mudou o automobilismo. Espero que o meu capítulo seja mais longo e muito mais contente com relação aos resultados que a gente pode ter junto”.

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