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Jogadoras admitem que rivais estão num estágio superior nesse momento e Zé Roberto diz que as americanas têm o 'melhor time disparado'

Assim como já havia acontecido em outras oportunidades, o técnico Zé Roberto e as jogadoras da seleção feminina se renderam ao jogo e ao bom momento dos Estados Unidos. Por diversos motivos, o grupo brasileiro reconhece que ainda está em um estágio abaixo das atuais vice-campeãs olímpicas.

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Seleção brasileira cometeu 25 erros na partida deste domingo
Divulgação
Seleção brasileira cometeu 25 erros na partida deste domingo

“Hoje os EUA são parâmetro para o mundo, é o melhor time disparado. Se aprendemos com isso, e não com as derrotas, temos muito a evoluir”, comentou o treinador, na entrevista coletiva que sucedeu a derrota por 3 sets a 1 em São Bernardo do Campo . Para o comandante brasileiro, não há seleção que se aproxime das americanas no momento. “Por enquanto não há outra equipe que mereça destaque, todas estão no mesmo nível. Quem pode ser importante é a Itália”, observou.

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Até por isso, o objetivo do Brasil é ter as adversárias como referência na sequência da preparação. “Perder nunca é bom e normal, precisa ser maduro para aprender com a derrota. Se não chegarmos perto delas (Estados Unidos), vai ser difícil”, afirmou Zé Roberto, muito preocupado com a irregularidade apresentada – foram 25 pontos de graças entregue às oponentes neste domingo.

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Segundo o técnico brasileiro, a partir de agora as americanas só jogarão com força total em Londres, já que vão preservar cinco das principais atletas na sequência do Grand Prix.

As jogadoras adotaram um discurso semelhante ao de Zé Roberto, tentando procurar explicações para o revés. “Ter chegado uma hora da manhã no hotel ontem (sábado para domingo) foi ruim para nós. Elas tiveram mais tempo de descanso”, comentou Mari, que exerceu dupla função na etapa brasileira do Grand Prix, atuando de ponteira e oposta.

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“Ainda estamos na fase de entrosamento. Eu e outras atletas não participaram da primeira fase, enquanto elas estão jogando há mais tempo”, comparou o provável reforço do Fenerbahce, da Turquia.

Para Paula Pequeno, a seleção está deixando a desejar e diz que a tendência é que haja uma evolução nos próximos desafios. “Vamos pensar onde precisamos trabalhar e evoluir, aí tenho certeza que vamos crescer muito”, aposta a ponteira. “Vai ser difícil como sempre foi para nós”, completou.

A seleção brasileira retorna à quadra na sexta-feira, quando faz três partidas na China com Porto Rico, Cuba e as donas da casa. Para não correr risco de ficar de fora da fase decisiva, onde cinco times e a própria China avançam, é bom o Brasil somar os nove pontos possíveis.

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