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Seleção feminina derrotou a Itália em casa no tie-break e fechará a etapa brasileira do Grand Prix contra a rival pelo ouro em Londres

Sheilla se livra do bloqueio italiano. Ela foi a maior pontuadora do Brasil no jogo
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Sheilla se livra do bloqueio italiano. Ela foi a maior pontuadora do Brasil no jogo

Novamente sem fazer uma grande apresentação, a seleção feminina venceu mais uma partida pelo Grand Prix , em São Bernardo, e continua invicta após cinco jogos. Desta vez a vitória foi contra a Itália, por 3 sets a 2, com parciais de 26/24, 14/25, 25/15, 24/26 e 16/14, em mais de duas horas de batalha. Foi o quarto jogo da seleção decidido no quinto set.

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Neste domingo, as meninas farão o esperado duelo das invictas contra os Estados Unidos, que são apontados pelo técnico Zé Roberto como um dos principais favoritos ao ouro em Londres e bateram a Alemanha mais cedo por 3 a 0.

O Brasil não agradou por inteiro a torcida, que pela primeira vez lotou o ginásio Poliesportivo e gritou durante todo o tempo. A notícia positiva foi a atuação das jogadoras que vieram do banco de reservas, ajudando a seleção a ganhar um set quase perdido. Assim como sexta-feira, Mari jogou de ponteira e oposta, mostrando a versatilidade esperada pelo treinador brasileiro. A novata Priscila também contribuiu muito no saque.

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Outro fato que merece registro é a atuação do bloqueio, que não agradou a Zé Roberto na estreia. Com Thaisa inspirada no fundamento, a seleção marcou 19 pontos no total, contra 11 das italianas- desfalcadas de três titulares no Brasil. No fim, o resultado entre as duas equipes na semana passada, na Polônia, acabou sendo repetido. Pelo lado brasileiro, Sheilla terminou com 19 pontos, enquanto a italiana Piccinini mostrou que a beleza não é a sua única qualidade , ao dar 25 pontos para as visitantes.

Paula Pequeno foi a autora do último ponto da partida contra a Itália
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Paula Pequeno foi a autora do último ponto da partida contra a Itália

O jogo

O banco do Brasil fez a diferença e foi funa foi fundamental na vitória de virada no primeiro set. Defendendo muito, as italianas comandaram a contagem durante todo o tempo e chegaram a ficar a um ponto de saírem na frente, já que o placar estava 24 a 20.

Foi aí que Zé Roberto lançou Dani Lins e Mari nos lugares de Fabíola e Sheilla. Mari cravou a bola na primeira chance e Zé trocou de novo, colocando a jovem Priscila no saque. Após isso, a partida mudou totalmente e a seleção fechou a parcial em 26 a 24 após bloqueio de Jaqueline. O fundamento, aliás, rendeu sete pontos.

O embalo definitivo não veio no segundo set. Mesmo com o apoio da torcida , o time nacional deixou de bloquear e sacar forte, levando um passeio das italianas. Nem as novas trocas do técnico brasileiro mudaram o panorama. Mari iniciou, mas saiu para a volta de Sheilla. Priscila e Adenizia também receberam chance de mostrar trabalho. No entanto, nenhuma delas segurou a ponteira Piccinini, que marcou seis pontos em 23 minutos para o Brasil esquecer.

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O jogo da seleção só encaixou na terceira parcial, quando a equipe se impôs sobre as rivais com um bom volume de jogo. A cobertura foi bem feita e as visitantes, que até então jogavam com conforto, suaram bastante para virar cada bola. O resultado disso se refletiu no placar: 25 a 15.

O Brasil demorou a engrenar no quarto set, mas bloqueou quase em todos os lances depois do segundo tempo técnico e, aproveitando a força das arquibancadas, teve o ponto do jogo para concluir a partida. Surpreendentemente, a Itália reagiu e levou a disputa para o tiebreak depois de bloqueio de Piccinini.

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Com Mari em quadra e Paula Pequeno no banco, a seleção apresentou uma tranquilidade não havia apresentado ainda e abusou das “deixadinhas” no começo. Ganhou muitos pontos assim, abriu uma boa vantagem logo no começo, mas sentiu a pressão e chegou a jogar contra um match point. Aí apareceu Paula Pequeno, que fez o ponto da vitória.

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