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Seleção feminina não resistiu ao volume de jogo das rivais, perdeu a primeira partida no Grand Prix e viu que terá muito trabalho em Londres

Paula Pequeno conversa com Fabíola em jogo da seleção contra os Estados Unidos
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Paula Pequeno conversa com Fabíola em jogo da seleção contra os Estados Unidos

Os Estados Unidos mostraram neste domingo porque são apontados como favoritos ao ouro nos Jogos Olímpicos . Enfrentando um ginásio lotado em São Bernardo, as atuais vice-campeãs olímpicas conseguiram uma vitória de virada sobre a seleção brasileira feminina por 3 sets a 1, com parciais de 20/25, 25/18, 25/18 e 25/23, e seguem invictas no Grand Prix – já são seis vitórias.

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A pouco mais de um mês para as Olimpíadas, a partida deste domingo comprovou que o time brasileiro precisará melhorar bastante para sonhar com o bicampeonato. Desde Pequim, a equipe comandada por Hugh McCutcheon, que dirigiu o grupo masculino dos EUA no ouro há quatro anos, tem levado vantagem em torneios diante da seleção.

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Na disputa por vagas em Londres, a líbero Camila Brait foi relacionada neste domingo após não ficar no banco de reservas contra a Itália e participou do jogo. Situação idêntica a da levantadora Fernandinha, que barrou Dani Lins. Quem corre por fora é a ponteira Priscil a, lembrada por Zé Roberto nas três partidas etapa brasileira.

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O próximo compromisso do Brasil para acertar os ponteiros durante o Grand Prix será em Luohe, na China. Além das donas da casa e a equipe verde e amarela, Porto Rico e Cuba estarão lá. Com as duas últimas fora de Londres, o grande teste deve acontecer no duelo com as chinesas.

O jogo

Zé Roberto adotou uma estratégia diferente para o jogo: Fabi e Camila Brait se revezaram na função de líbero. Enquanto a primeira era utilizada no saque dos Estados Unidos, Camila entrava quando o Brasil estava com a bola. Esse foi um dos motivos para a recepção das mandantes funcionarem bem no primeiro set, o melhor até então da seleção na etapa brasileira. Tom Logan, um dos destaques das americanas, levou a maioria dos cinco bloqueios realizados pela equipe nacional.

A novata Priscila, mais uma vez, entrou bem e a seleção conquistou quatro pontos na sua passagem pelo saque. Depois disso, foi só virar bolas e fechar a parcial em 25 a 20.

Bloqueio dos Estados Unidos cresce para cima de Jaqueline no Grand Prix
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Bloqueio dos Estados Unidos cresce para cima de Jaqueline no Grand Prix

As visitantes formaram um verdadeiro paredão no set seguinte. As estatísticas apontaram cinco bloqueios, mas os Estados Unidos amorteceram várias bolas. O saque também desestabilizou a recepção brasileira. Mal nesses dois fundamentos e depois de cometer nove erros, o time verde e amarelo perdeu por 25 a 18.

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As americanas mantiveram a regularidade na terceira parcial, enquanto o Brasil continuou jogando mal. Para tentar dar uma mexida com a partida, Zé promoveu três mudanças ainda no começo do set: saíram Sheilla, Fabiola e Fabiana, que foram substituídas por Mari, Fernandinha e Adenizia, respectivamente. De nada adiantou. Apresentando um volume incrível e defendendo tudo, as visitantes repetiram o placar da parcial anterior.

O Brasil voltou com a formação que terminou o terceiro set depois do intervalo, mas os EUA logo abriram cinco pontos de diferença. Só que aí a torcida acordou e embalou as jogadoras rumo a uma reação mostrando vibração e boa cobertura no fundo de quadra. No fim, porém, sobressaiu o melhor momento das americanas, que saíram com a vitória após um bloqueio sobre Paula Pequeno.

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