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Após vitória, Mari afirmou que jogou com dois ligamentos do dedão rompido. Outras atletas também sofrem com dores

A ponteira Paula Pequeno ataca para o Brasil na vitória contra a Alemanha
Futura Press
A ponteira Paula Pequeno ataca para o Brasil na vitória contra a Alemanha

A máxima de que atletas de alto rendimento convivem frequentemente com dores e lesões se encaixa perfeitamente na seleção feminina. Nesta sexta-feira, por exemplo, a ponteira Paula Pequeno sentiu um incômodo no cotovelo e deixou mais cedo a partida contra a Alemanha, em São Bernardo. Mari entrou no seu lugar com uma proteção no dedo esquerdo. Motivo: rompimento de dois ligamentos num treino na véspera do jogo.

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“Mas dá para jogar porque não estou fazendo muitos passes. Incomoda um pouco mais no bloqueio, mas dá para atacar”, garante a ponteira/ oposta, que foi cortada do Pré-Olímpico Sul-Americano por conta de uma tendinite no ombro direito.

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Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Zé Roberto afirmou que a levantadora Fernandinha foi mais uma "vítima" jogou com dores musculares. Ao menos, o problema crônico na coluna incomoda menos depois que ela recebeu um fortalecimento muscular da comissão técnica.

O treinador vive o dilema de ter que testar a equiope dar ritmo às jogadoras para as Olimpíadas e evitar, ao mesmo tempo, alguma lesão. "Preciso colocá-las para jogar, mas a preocupação é que elas consigam passar icólumes pela preparação", afirmou, lembrando que é preciso balacear jogos e treinos. Para o comandante, não ter nenhuma jogadora ausente por lesão nas Olimpíadas de Pequim foi fundamental para a conquista do ouro.

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E ainda tem mais. Fernanda Garay, Sassá e Natália ainda não podem voltar a vestir a camisa da seleção pelo mesmo problema. O caso que mais preocupa é o de Natália, que não faz um jogo oficial há oito meses em função de uma operação na canela.

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Ansiedade e nervosismo
Para as jogadoras do Brasil, esses dois fatores contribuíram para o fraco desempenho no primeiro set, quando as alemãs venceram com facilidade. “Ficamos nervosas no começo, só depois o time ficou mais alegre, conversou bastante e nos soltamos mais”, analisou a levantadora Fabíola.

“Não falo em falta de concentração, mas ficamos ansiosas no começo da partida”, observou a oposta Sheilla, maior pontuadora do confronto com 19 pontos. Nesta sexta-feira, as titulares fizeram a estreia no Grand Prix após um período de treinos em Saquarema (RJ). O Brasil volta à quadra nesta sábado, quando duela com a Itália, às 20h30, em São Bernardo.