iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Vôlei

10/11 - 09:30, atualizada às 11:46 10/11

Zé Roberto pede melhora no bloqueio para a semifinal, e Sheilla fala em objetivo cumprido
Seleção brasileira fez 13 pontos no fundamento contra os Estados Unidos e foi parada 11 vezes

Aretha Martins, iG São Paulo

A seleção brasileira feminina deu mais uma passo rumo ao inédito título do Campeonato Mundial. Nesta madrugada, bateu os Estados Unidos por 3 sets a 1, garantiu a primeira colocação do grupo na segunda fase e segue invicta na competição.

"Jogar contra os Estados Unidos é sempre muito difícil, mas a equipe se comportou bem. Estou feliz pela vitória. Fomos bem no saque e no ataque e a defesa também funcionou. O bloqueio poderia ter sido um pouco melhor. Temos que trabalhar isso para a semifinal. Mas gostei da partida", disse o técnico José Roberto Guimarães após a confronto. 

O Brasil, acostumado a parar as jogadas na rede das adversárias, sofreu no começo da partida contra os Estados Unidos. Logo no primeiro set, Jaqueline levou quatro bloqueios das norte-americanas. Mas, a partir do segundo set, a ponteira se recuperou e se tornou a principal atacante da seleção na partida, com 18 pontos. E o bloqueio brasileiro também reagiu, marcando 13 pontos. No final, os Estados Unidos colocaram 11 bolas no chão no fundamento.

EFE
Brasil arma bloqueio para cima da oposta Hooker, dos Esstados Unidos

"Cometemos alguns erros, mas no final estávamos indo muito bem", comentou a capitã e central Fabiana. "Elas sacaram agressivamente e passaram bem", analisou Jennifer Tamas, capitã norte-americana, mas que entrou apenas no quarto set da partida.

"Jogamos bem como conjunto. Nossa meta era manter a invencibilidade e terminar como primeiro lugar do grupo. O objetivo foi cumprido", disse a oposta Sheilla, que marcou 15 pontos no jogo. "Funcionou como uma boa preparação para as semifinais. Foi importante mantermos a invencibilidade", afirmou Zé Roberto.

O destaque brasileiro em quadra foi a ponteira Jaqueline. Acostumada a dar volume na defesa, a jogadora foi importante no ataque e, depois de levar uma sequência de bloqueios nas primeiras tentativas, se achou e marcou 18 pontos, todos no ataque.

A ponteira minimizou o seu feito. "O mais importante é ajudar a equipe. Não é porque fiz 18 pontos que fui a melhor no jogo. O que vale é o conjunto. Procuro ajudar no ataque, na defesa, na recepção e no que for preciso”, afirmou Jaqueline.

Zé Roberto ficou satisfeito com a sua jogadora. "A Jaqueline tem ajudado muito em todos os sentidos. Quando não é acionada no ataque, colabora na defesa, no passe, no bloqueio... Ela é uma jogadora versátil e isso é muito importante. Ela joga para o time e é fundamental na organização da equipe”, disse o treinador.

AFP
Brasil faz festa enquanto Estados Unidos deixam a quadra no partida em Nagoya

Alerta ligado contra o Japão
O foco da seleção agora é a semifinal do Campeonato Mundial. O adversário do Brasil será o Japão, segundo colocado do Grupo E, atrás da Rússia, que duela com os Estados Unidos na semifinal. A partida das brasileiras será no sábado, em Tóquio, às 7h (horário de Brasília).

Fabiana já imagina como será o duelo contra as donas da casa. "Japão têm boa velocidade e vai bem na defesa, então nos teremos que receber e defender bem contra elas", explicou a capitã.

Zé Roberto quer concentração total das brasileiras na semifinal. "
Até aqui, dever cumprido. Agora teremos um jogo muito difícil contra o Japão. A equipe evoluiu muito nos últimos tempos. As japonesas sempre tiveram uma defesa muito boa, mas melhoraram no ataque, no saque e no bloqueio. É um time muito veloz e com jogadoras boas tecnicamente. Não poderemos ter nem um minuto de descuido”, afirmou.

A seleção parte para Tóquio, palco das partidas decisivas, nesta quinta-feira. O Brasil busca o inédito título do Mundial. Elas chegaram à final duas vezes: em São Paulo, em 1994, com derrota para Cuba por 3 sets a 0, e em Osaka, com tropeço diante da Rússia por 3 sets a 2, em 2006.

Para chegar ao ouro, o time superou uma maratona de jogos no Mundial. E a tensão se manterá até a decisão. "Essas nove vitórias foram muito importantes. Temos a chance de lutar por mais uma final. O Mundial é um campeonato muito difícil. Cada jogo é vivido intensamente. Não podemos perder. Não relaxamos nem por um segundo. Foi assim até aqui e vai continuar até o último jogo. Agora é tensão total", disse técnico brasileiro.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Divulgação

brasil_mundial_volei_eua

Seleçao brasileira
Equipe bate os Esatdos Unidos e sgeue invicta no Campeonato Mundial de vôlei

Topo
Contador de notícias