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31/10 - 08:22

Brasil joga bem e arrasa Holanda no Mundial
Em sua melhor atuação até agora, a seleção finalmente mostrou o porquê é campeã olímpica e venceu por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/18 e 25/14

Gazeta Esportiva

Nem parecia o mesmo time das partidas anteriores. Se contra o Quênia o Brasil ganhou com facilidade devido às deficiências técnicas do adversário e contra a República Tcheca a derrota só não aconteceu graças ao talento de Sheilla, diante da Holanda a história foi bem diferente. Em sua melhor atuação até agora, a seleção finalmente mostrou o porquê é campeã olímpica e venceu por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/18 e 25/14.

Após vencer as tchecas somente no tie-break, o técnico José Roberto Guimarães optou por alçar à condição de titular a levantadora Fabíola, que já terminara jogando neste sábado no lugar de Dani Lins. E a atleta do Pinheiros deu um show em quadra, mostrando ousadia e variando bastante as jogadas. O saque também foi melhor e, bombardeada, a vice-campeã europeia Holanda não viu o seu jogo fluir.

Principal atleta da equipe europeia, a oposto Manon Flier foi muito bem marcada pelas brasileiras e não viveu seus melhores dias. Bastante acionada, ela ainda fez 12 pontos, um a menos que a brasileira Sheilla, pela segunda vez seguinte a maior pontuadora de um jogo.

A maior vibração verde-amarela em quadra foi logo reconhecida pelos torcedores no ginásio de Hamamatsu. Com uma grande comunidade brasileira na cidade, a arena estava lotada e em diversos momentos da partida foi possível ouvir batuques e gritos de incentivo em português.

Felizes, as jogadoras também mostraram melhor rendimento na defesa e no bloqueio. Depois de dois jogos discretos, as centrais Fabiana e Thaísa somaram juntas 20 pontos (dez para cada uma), enquanto o paredão barrou 11 ataques holandeses e amorteceu outros tantos.

Com três vitórias em três jogos, o Brasil folga nesta segunda-feira ao lado de todas as outras seleções. O time volta à quadra na terça-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar a frágil seleção de Porto Rico. Na quarta, a seleção encerra sua participação na primeira fase contra a Itália.

O jogo

Após sair insatisfeita de quadra neste sábado, Natália tratou de começar a buscar o seu melhor logo de cara. Foi ela quem finalizou o primeiro lance do jogo, com uma bonita diagonal que colocou o Brasil à frente. Porém, quem brilhou mesmo no começo da partida foi Sheilla, que virou com maestria até uma bola muito difícil, após defesa ruim de Jaqueline. Assim, a seleção chegou ao primeiro tempo técnico com cinco pontos de vantagem: 8 a 3.

Com o time solto em quadra, o Brasil jogava bonito. Até mesmo quando as coisas não davam certo, as jogadoras mostravam grande talento para arrumar a situação: no 16º ponto a líbero Fabi levantou de costas e do fundo da quadra para Natália atacar cruzado. O clima era tão bom que até quando foi bloqueada e viu a bola voltar no seu pé, Jaqueline saiu sorrindo.

O primeiro set só não foi perfeito porque a recepção teve algumas falhas na reta final da etapa, ocasião na qual a Holanda fez três pontos seguidos e o Brasil reclamou bastante de decisões da arbitragem, o que quase rendeu uma punição a Zé Roberto. Nada, entretanto, que ameaçasse a vitória verde-amarela, confirmada em uma falha defensiva da Holanda. Fabiana foi o destaque, com sete pontos, quatro deles de bloqueio.

O ritmo intenso também deu o tom da atuação brasileira no começo do segundo set. A Holanda também contribuia com erros bizarros, como a furada da central Francien Huurman depois de tentativa de aceleração da levantadora Kim Staelens. Na sequência, erros de saque do Brasil equilibararam a partida, mas as favoritas logo retomaram o controle das ações.

Em grande dia, Fabíola fez uma das jogadas mais bonitas do jogo ao dar uma espécie de "gancho" e fazer 20 a 14 após passe muito alto de Fabi. A ponteira Sassá chegou a entrar em quadra para compor o fundo da quadra antes de Natália fazer os dois últimos pontos do Brasil no set. O penúltimo, inclusive, provocou risos na jogadora, que contou com a sorte ao ver a bola tocar o chão após pegar mal na tentativa de largada.

Quase rendida, a Holanda não ofereceu muita resistência no set final, onde Fabíola usou e abusou das bolas pelo meio. O técnico holandês ainda tentou colocar Laura Dijkema para melhorar o fundo de quadra, mas o Brasil seguiu atropelando e encerrou o jogo com Sheilla explorando o bloqueio.


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