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27/10 - 08:31

Em tom de despedida, Serginho admite deixar a seleção: "Nunca tive lugar cativo"
Líbero voltou a jogar na semana passada, depois de cinco meses, e ainda não sabe se segue no time de Bernardinho

Aretha Martins, iG São Paulo

Um dos ídolos do vôlei está de volta para as semifinais do Campeonato Paulista, mas pode ter se despedido da seleção brasileira. O líbero Serginho, o Escadinha, ficou cinco meses longe das quadras para se recuperar de uma cirurgia para retirada de hérnia de disco na coluna e, agora, buscará com o Sesi uma vaga na decisão do Estadual. Mas ainda não sabe se volta ao time de Bernardinho.

“Eu nunca tive lugar cativo na seleção”, diz o jogador, que foi cortado da Liga Mundial e do Campeonato Mundial por causa da lesão na coluna. Em seu lugar, Mário Jr foi o líbero titular da equipe brasileira. Sobre uma nova convocação para a seleção, Serginho fala em tom de despedida. “Seleção é uma coisa a se pensar, não sei se continuo a minha trajetória lá. Eu não quero atrapalhar. Preciso ver se vou voltar bem, como as costas vão reagir”.

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Serginho acompanhou de fora os jogos da seleção na Liga Mundial deste ano

Ele participou do lançamento da Superliga 2010/2011 e afirmou que, se recebesse o convite de Bernardinho para defender o time nacional, iria conversar com o técnico e que ainda precisaria pensar em sua decisão sobre uma possível aposentadoria. “As peças precisam ser renovadas”, comenta. Ele ainda elogiou a atuação de Mario Jr na conquista do tricampeonato mundial. “Ele não fez um Mundial tão brilhante, mas fez uma semifinal e uma final brilhantes”, afirma.

O líbero está focado em sua volta às quadras pelo Sesi, que encara o Medley/Campinas nas semifinais do Campeonato Paulista a partir desta quinta-feira. “Estou bem, recuperado, mas estou sem ritmo de jogo. Preciso de mais umas duas partidas para voltar ao ritmo, para recuperar os reflexos em quadra”, explica. 

Serginho fez história na seleção brasileira. Parte do time desde 2001, quando Bernardinho assumiu o comando, ele colecionou títulos de melhor líbero do mundo, inclusive ganhou o prêmio na campanha do ouro nas Olimpíadas de Atenas, e foi eleito o melhor jogador da Liga Mundial de 2009. Foi a primeira vez que um líbero faturou esse prêmio individual.

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Líbero Serginho comanda defesa brasileira na Liga Mundial de 2009

Quem está com saudade
Dois jogadores, campeões olímpicos e mundiais ao lado de Serginho, dizem sentir saudades da seleção brasileira, mas vivem expectativas diferentes. O oposto André Nascimento, que irá defender mais um ano o Vivo/Minas, ainda cogita vestir a camisa verde e amarela.

“Assistir à seleção dá saudade e penso em voltar. Mas quero voltar bem, por ter feito uma boa Superliga e não porque tive uma história na equipe. Não quero, só pelo que já fiz pela seleção, tirar a vaga de alguém que está participando de todo o ciclo olímpico”, afirma o oposto, bicamopeão mundial e campeão olímpico.

Já outro André, o central Heller, sente uma saudade diferente da equipe de Bernardinho. “Sinto falta dos amigos, mas não é uma saudade de voltar a jogar. Estou realizado neste momento, e a seleção não cabe mais na minha vida profissional”, comenta o central. Ele veste as cores do Medley/Campinas, time que nasceu nesta temporada e disputa a sua primeira Superliga. “Serei torcedor número um da seleção, mas agora a cabeça está no Medley”, completa. 


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Serginho
Líbero participou do lançamento da Superliga 2010/11 e colocou em dúvida futuro na seleção

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