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26/10 - 17:07

Vôlei tricampeão mundial acerta calendário para Superliga 2010/11
Competição começa em novembro, com dois times a menos e mais datas para as partidas. Atletas aprovam, mas pedem para ter voz ativa na organização

Aretha Martins, iG São Paulo

A edição 2010/2011 da Superliga masculina foi lançada nesta terça-feira, em São Paulo. Com 15 times, dois a menos que na temporada passada, e um mês a mais de disputa, o torneio agrada os atletas, aliviados com as mudanças na estrutura da competição. “Vai ser o melhor torneio do mundo”, diz o central Gustavo, do Pinheiros/Sky.

O novo calendário, mais amplo e racional, permite aos atletas trabalhar melhor. “Agora estamos chegando perto do ideal. Podemos jogar e, depois, ter um dia para recuperar e fazer só um treino leve. Depois disso, mas dois dias para voltar a treinar pesado antes de uma nova partida”, declara Henrique, central do Vivo/Minas e ex-jogador da seleção brasileira.Na temporada passada, os times jogavam três vezes por semana e tinham menos tempo de recuperação.

“O ideal seriam 14 equipes, mas 15 já está de bom tamanho. E começar em novembro já é uma vitória, porque serão seis ou oito jogos a mais e, ao longo do torneio, serão apenas dois jogos por semana”, analisa Gustavo.

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Principais jogadores do Brasil participaram do lançamento da Superliga

Gustavo e seu time, entretanto, podem ter um problema no início da competição. Enquanto os times estarão em quadra para os primeiros jogos da Superliga, a partir de 6 de novembro, os paulistas estarão nas semifinais e finais do Estadual, previsto para acabar apenas no dia 20 de novembro. O Pinheiros/Sky encara o Vôlei Futuro por uma vaga na final, enquanto o Sesi duela com o Medley/Campinas.

“Ficou muito em cima e isso vai complicar porque temos que priorizar alguma coisa, e a nossa prioridade vai ser o Paulista”, diz o central Rodrigão, companheiro de Gustavo no Pinheiros/Sky. “Vamos dar tudo agora em novembro, buscar o Paulista e contar com uma boa folga no final do ano para começar zerado em janeiro. Aí, é pensar só na Superliga”, completa Rodrigão.

Já Murilo, ponta do Sesi e eleito o melhor jogador do Mundial, ainda não sabe se estará em quadra no Estadual. Ele se recupera de uma torção no tornozelo depois de ter pisado no pé do cubano Leon na decisão na Itália. Com dois ligamentos afetados, segue com o local imobilizado por mais uma semana e minimiza o calendário apertado.

“A comissão técnica já sabia. Podemos poupar um jogador no meio da semana na Superliga para que ele jogue no final de semana no Paulista, por exemplo. E depois teremos tempo para descansar no Natal e no Ano Novo”, diz Murilo.

A preparação para a Superliga, entretanto, não visa apenas a parte física e a recuperação dos atletas entre uma partida e outra. “Precisamos de uma preparação mental porque sabemos que temos que lidar com o cansaço de viagens duras e longas para percorrer todo o Brasil”, lembra Marlon, levantador do Vivo/Minas.

Comissão de atletas
Para alinhar organizadores e atletas na definição de calendários e distribuição de jogos, Gustavo tem uma proposta. “Os atletas deveriam ser mais ouvidos. Poderíamos formar uma comissão com representantes de cada equipe para que fossem discutidas questões como calendário e melhor estrutura para os clubes”, sugere. “Acho que deveria ser obrigatório ter essa comissão. A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) sempre deu abertura para conversar. E nem estou dizendo que eles iriam aceitar tudo, mas pelo menos escutariam as nossas ideias”, completa Rodrigão.

Para ele,a tal comissão poderia ser formada por jogadores experientes, que não estão na seleção e teriam tempo para conversar e discutir com os dirigentes, como o companheiro Gustavo, Anderson (Cimed) e André Nascimento (Vivo/Minas). Os centrais do Pinheiros/Sky alegam, entretanto, que ainda falta organização dos jogadores e dirigentes para que essa ideia seja colocada em prática.

Mudança na estrutura
Gustavo ainda fez novos pedidos. “Temos muito material humano, mas ainda pecamos na estrutura. Precisaríamos, por exemplo, de ginásios maiores e melhores”, analisa o jogador. “A CBV conseguiu um nível de excelência com a seleção e deveríamos pensar em alguma coisa para o futuro dos clubes”, afirma.

Ele fala em uma mudança na administração do vôlei. Segundo o central, a Confederação poderia cuidar da seleção, e a Superliga seria responsabilidade de outro órgão. É o modelo seguido na Itália. “Assim daria para conversar mais e até conseguir cotas de patrocínio para hotel e transporte, que sempre pesam em um campeonato em um país do tamanho do nosso”, diz. 


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