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Vôlei

08/10 - 10:27

Após polêmicas e jogos perdidos, seleções têm destinos diferentes no Mundial
Rússia, Brasil e Estados Unidos teriam perdido jogos de propósito no torneio. Deles, só a seleção brasileira ainda briga pelo título

Aretha Martins, iG São Paulo

O Campeonato Mundial masculino de vôlei está na reta final, e Brasil e Itália prometem esquentar a semifinal. Os italianos passaram o torneio escutando que haviam sido favorecidos pelo regulamento. Já o time nacional passou pela polêmica de ter entregado o jogo contra a Bulgária para escolher os próximos rivais. Além deles, Rússia e Estados Unidos também foram criticados por desempenhos abaixo do esperado nas etapas classificatórias. Entre confusões, vaias, protestos da torcida e jogos fracos, as seleções que “armaram” neste Mundial tiveram destinos diferentes. Veja o caminho e o destino de cada uma.

 

BRASIL


A seleção brasileira teve um caminho mais complicado do que o que era esperado até a semifinal, mas conseguiu a sua vaga. Depois de encerrar a primeira fase em segundo lugar da chave, com duas vitórias e uma derrota (para Cuba), caiu no que foi chamado de “grupo da morte”, e pode-se dizer que escolheu o seu destino.

Depois da vitória sobre a Polônia e de ver a Bulgária também bater os poloneses, a seleção já assegurou o lugar na próxima fase. No último jogo, poupou titulares, foi duramente vaiada pela torcida e levou um 3 a 0 dos búlgaros. Os jogadores se justificaram, dizendo que estavam apenas jogando da maneira que o regulamento permitia.

Consequência da polêmica: o Brasil caiu em um grupo mais simples na chave que decidiria a semifinal e ainda poupou uma viagem no Mundial, já que seguiu direto para Roma, sede das finais.

Se tivesse vencido: a vitória sobre a Bulgária significaria o primeiro lugar do grupo e a próxima fase disputada em Florença. Por lá, o Brasil encararia Cuba e Espanha. Os adversários não seriam muito complicados, mas os cubanos já tinham vencido a seleção na primeira fase, por 3 sets a 2.

E depois de tudo: a seleção pegou a República Tcheca e teve mais trabalho que o imaginado, vencendo apenas no tie-break. Depois, passou sem problemas pela Alemanha e chegou à semifinal. A estratégia deu certo.

 

ITÁLIA


A dona da casa enfrentou polêmicas desde o começo do campeonato. A seleção teria sido favorecida pelo regulamento, que a colocou diante de rivais mais fracos nas primeiras fases. Na primeira etapa, os italianos tiveram Japão, Irã e Egito pelo caminho. Na sequência, enfrentaram Porto Rico e Alemanha. Nenhuma dessas seleções está entre as melhores do ranking mundial.

Consequência da polêmica: os outros times ficaram revoltados com o regulamento e as facilidades dadas aos anfitriões. E a fórmula do campeonato serviu como justificativa para aqueles que entregaram os jogos e tentaram montar o seu caminho no torneio.

E depois de tudo: a Itália chegou à etapa decisiva e passou pelos times considerados grandes, empolgando a torcida local. Eles venceram os atuais campeões olímpicos Estados Unidos, com direito a uma grande virada, e a França, vice-campeã europeia em 2009. Agora, a Itália encara o Brasil na semifinal, atendendo aos pedidos nacionais. Depois da derrota polêmica para a Bulgária, os brasileiros criticaram o regulamento e disseram que queriam enfrentar a Itália. A prova de quem tinha razão será tirada em quadra.

 

RÚSSIA


Os russos começaram o Mundial como favoritos ao título. Passaram sem problemas pela primeira fase e foram os primeiros a “armar” na segunda etapa do torneio. Se eles terminassem como líderes, poderiam cruzar com o Brasil na etapa que valeria a vaga na semifinal. O jogo que decidiria o destino era contra a Espanha. Em quadra, os russos venceram os dois primeiros sets, tiraram seus titulares e perderam no tie-break.

Consequência da polêmica: os russos conseguiram fugir do Brasil e caíram no grupo de Sérvia e Argentina. Entretanto, despertaram também o descontentamento em outros times. Os brasileiros seguiram a linha de “eles fizeram primeiro”: criticaram a atitude dos europeus, mas a usaram como justificativa para também perder para a Bulgária.

Se tivesse vencido:  Se tivessem batido a Espanha e com a derrota do Brasil, pegariam Cuba e Bulgária, o que resultaria em um grupo mais equilibrado, no qual os russos seriam os favoritos. A situação, entretanto, seria pior no caso de vitória brasileira, já que os europeus iriam cruzar com o time de Bernardinho.

E depois de tudo: o grupo que seria o mais simples rendeu uma surpresa nada agradável aos russos. Mesmo atuando com seus titulares, eles perderam para a Sérvia por 3 sets a 1 e deram adeus à briga pelo título. A Rússia disputa apenas uma colocação entre o 5º e o 8º lugares.

 

ESTADOS UNIDOS


Os atuais campeões olímpicos passaram por altos e baixos no Mundial. Ainda na primeira fase, suaram e venceram o México apenas no quinto set. Na segunda etapa, perderam por 3 sets a 0 para a República Tcheca e, com isso, começaram os boatos.

Consequência da polêmica: a derrota para os tchecos rendeu aos norte-americanos o segundo lugar na chave e a disputa contra França e Itália no grupo que valia a semifinal. Com isso, a seleção dos Estados Unidos passou a ser uma das favoritas à vaga e garantiu que não iria cruzar com o Brasil antes da semifinal.

Se tivesse vencido: a vitória contra a República Tcheca, mantendo todos os outros resultados, significaria confronto com o Brasil e uma reedição da final olímpica. No retrospecto recente, a vantagem era norte-americana, já que eles venceram a decisão em Pequim e ainda eliminaram o Brasil na Liga Mundial de 2008.

E depois de tudo: na etapa decisiva, os EUA mostraram o seu potencial. Primeiro, arrasaram a França, e no dia seguinte começaram atropelando a Itália. Só não contavam que os donos da casa pudessem reagir... A Itália venceu por 3 sets a 1 e eliminou os Estados Unidos. Mais uma estratégia que não deu certo e mais uma grande seleção na briga do 5º ao 8º lugar.

Você concorda com os times que
entregaram o jogo no Mundial?

 

Sim. O regulamento permite isso e cada time pode montar a sua estratégia
Não. Time campeão não deve escolher adversário e encara qualquer um



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