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27/07 - 09:44

Renovada, seleção brasileira vê concorrência por vagas para elenco do Mundial

Com uma possível volta de Ricardinho, briga pela posição de levantador entre ele, Bruninho e Marlon deve ficar acirrada

Aretha Martins, iG São Paulo

A seleção brasileira masculina de vôlei mudou depois da prata nas Olimpíadas de Pequim. Agora, um ano depois e com a conquista do nono título da Liga Mundial, recorde de um país no torneio, jogadores ainda não se veem garantidos no time para a disputa do Campeonato Mundial, em setembro, na Itália.

“A seleção está crescendo e sempre chegando gente nova. Não dá para ficar tranqüilo porque a cada dia aparece alguém mais alto, mais forte ou que pule mais do que você”, diz Mario Jr, uma das caras novas no elenco. Em sua segunda temporada no time, ele assumiu o lugar de Serginho, em recuperação de uma cirurgia na coluna, e terminou a Liga Mundial como o melhor jogador na posição.

A seleção ainda “apresentou” outros jogadores, como os centrais Lucão e Sidão, o levantador Bruninho e os opostos Leandro Vissotto e Théo. Além disso, Bernardinho mantém na equipe os experientes Giba, Rodrigão, Dante e Murilo, eleito o melhor jogador da Liga Mundial 2010. “É um grupo formado, mas mudanças podem acontecer”, afirma Marlon.

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Murilo exibe sua medalha na volta ao Brasil depois de eneacampeonato na Liga


A aparente falta de segurança na seleção é uma característica mantida por Bernardinho desde o começo do trabalho com o time e não é vista como problema para os novatos. Vissotto torceu o tornozelo na semifinal da Liga e deu lugar à Theo na decisão. “Eu queria ter entrado no sacrifício, mas a comissão achou melhor eu ser poupado e acho que foi a decisão correta. Fico feliz pela atuação de Théo na final. Se um não está bem, tem que poder contar com o outro para entrar”, explica o atacante.

Três levantadores e duas vagas

Entre os levantadores, a briga pode ficar mais acirrada. Ricardinho, repatriado pelo Vôlei Futuro, chegou a fazer parte de uma pré-lista para a Liga Mundial e pediu para ficar de fora para cuidar da vida pessoal na volta ao Brasil. Entretanto, ele comentou que conversaria com o técnico sobre um retorno ao time. Bruno e Marlon não se incomodam.

“Pode existir a concorrência pela posição. O Ricardo está aí e não sei se ele vai ser chamado. Mas, se ele tiver vontade e quiser ajudar, tem que voltar mesmo”, diz Bruno. Perguntado se estará na lista do Mundial, Marlon é cauteloso. “O meu planejamento na seleção é semana a semana. Mas quando estou em quadra, pode ter certeza que luto para ficar ali dentro. Para me tirar, só desmaiado”, comentou.

A seleção se reapresenta para os treinos para o Campeonato Mundial neste domingo. O torneio começa no dia 25 de setembro e, na preparação, o Brasil fará amistosos com a Polônia dentro e fora de casa. E tem jogador que já planeja o futuro do time. “Acho que temos que conseguir manter a regularidade ao longo dos sets. Mas se vencemos a Liga Mundial depois de alguns altos e baixos, imagina o que não podemos fazer?”, afirma Bruno.


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Mario Jr.
Novato na seleção e eleito o melhor líbero da Liga, jogador diz que não tem como ficar tranquilo

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