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30/03 - 09:12

Olímpicos viram garotos-propaganda e atraem investidores ao vôlei nacional
Quase um ano depois da volta de medalhões como Giba, Gustavo e Murilo, patrocinadores estão satisfeitos

Aretha Martins, iG São Paulo

A Superliga 09/10 caminha para as finais com patrocinadores felizes. Os times e empresas que apostaram na volta de campeões olímpicos ao país afirmam que o investimento continuará nos próximos anos no vôlei nacional.

“A parceria está muito boa”, afirma Marcelo Miranda, diretor de marketing da Sky, que montou em junho de 2009 o time com o Pinheiros com o repatriamento de Giba, Gustavo e Rodrigão. O projeto foi feito, inicialmente, para três anos. “A preocupação era trazer atletas que gerassem visibilidade para a marca”, completa Miranda.

Ter nomes fortes também salvou o time feminino de Osasco. A equipe das selecionáveis Thaíssa, Sassá, Natália, Carol Albuquerque, Adenízia e Ana Thiemi perdeu a patrocínio do Finasa após o vice na Superliga 08/09. Antes de fechar com um novo investidor, viu Paula Pequeno se transferir para o voleibol russo, mas assinou com Jaqueline, que estava há três temporadas na Europa. “Foi determinante ter essas atletas para que a Nestlé se interessasse pelo vôlei”, diz o técnico Luizomar de Moura, cuja equipe veste a marca Sollys.

Divulgação
Jaqueline foi a grande contratação da temporada do time de Osasco

Além de levar a marca das empresas nas camisas em quadra, os “medalhões” do vôlei são garotos-propaganda. Giba e Gustavo, por exemplo, fazem a atual campanha da Sky “amigos não deixam amigos assinar outra TV”. “No começo eram dois atores, mas depois pensamos nos atletas, que já têm uma história de amizade, e decidimos usá-los. Acabamos descobrindo dois atores”, conta Miranda. A empresa já fez dois filmes com a dupla e lançará mais um, este com outros atletas do Pinheiros.

Os “novos atores” gostaram da experiência. “No começo eu fiquei bastante nervoso. Queria mostrar que podia fazer aquilo”, disse Gustavo. Mas o meio-de-rede logo se soltou e surpreendeu. “Era para a gente ler o texto e ficar parado. Aí pedi uma bola, fiz uma brincadeira no final e deu certo”, completa. Giba disse já estar acostumado. “Faz parte do esporte, mas eu não sou um ator, de jeito nenhum. Sou só um brincalhão quando tenho que fazer essas coisas”, comenta.

Mas nem sempre esses atletas precisam estar na mídia para vender. No caso do Vivo/Minas, que conta desde a temporada passada com os campeões olímpicos André Nascimento e André Heller, os jogadores atraem clientes pelo contato com o público. A empresa promove, por exemplo, manhãs de autógrafos com os jogadores em lojas da rede. “Imagine você comprar um telefone das mãos de André Heller?”, fala Ronan Soares, gerente de esportes da Vivo. O resultado também se vê na divulgação da marca. "Na temporada passada, tivemos 14 vezes o valor do investimento em retorno de mídia espontânea”, conta Soares.

A tática é parecida com a adotada pela Blausiegel Medicamentos, que patrocina o São Caetano, time de Mari, Sheilla e Fofão. Segundo Marcelo Hahn, CEO da empresa, o esporte fortalece o relacionamento da marca com os clientes e parceiros. Ele diz ainda que deve voltar a ter campanhas na TV com as atletas tal sua satisfação com o saldo da parceria. "Apenas com o vôlei tivemos um retorno de mídia de R$ 54 milhões no ano passado", afirma Hahn. O custo da Blausiegel para manter o time é de R$ 4 milhões por ano.

Já no caso do Sesi, equipe de Murilo criada em maio de 2009, os atletas fazem propaganda a favor da prática esportiva. “Montamos uma equipe que desse visibilidade à marca Sesi, que fizesse com que crianças nos procurassem para fazer esporte não apenas pelo lazer, mas com o viés de competição”,  explica Alexandre Pflug, diretor de esportes e lazer da instituição. “Os jogadores são a nossa vitrine e exemplos de valores para jovens. Saímos de 1000 para 6000 atletas praticando voleibol”, completa.

O Sesi promove ações levando os alunos aos jogos e promovendo encontro com os atletas. “Eles precisam sentir o voleibol”, diz Pflug. E jogadores estão confortáveis no papel de “exemplo”. “Gosto disso, eles nos olham com admiração”, fala Murilo.  “Só que tem que se segurar um pouco em quadra, mas pode brigar com o juiz se precisar”, brinca Murilo.

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Murilo é um dos exemplos do Sesi-SP para os jovens alunos

Crise em São Bernardo

Nem sempre ter medalhões garante uma equipe. O Brasil Vôlei conta com Serginho e Marlon, líbero e levantador da seleção, respectivamente, mas está com os dias contatos. O banco Santander tirou o nome da camisa do time na temporada passada e irá pagar os jogadores apenas até o final desta Superliga.

De acordo com Montanaro, presidente do time, o banco adota uma postura de patrocínios globais, ou seja, estão focados em modalidades de visibilidade no mundo inteiro, como Fórmula 1 ou futebol. Montanaro tentou outros patrocinadores para o Brasil Vôlei, mas não teve sucesso. “Tentei mais de 30 empresas e não tive nenhum retorno positivo”, afirma o dirigente, que já sabe o que fará ao término da competição: irá cuidar das categorias da base do Sesi.


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Giba e Gustavo
Campeões olímpicos são os garotos-propaganda da campanha na TV da sua patrocinadora

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