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Vôlei

21/09 - 13:58

Agora laranja, Osasco anuncia continuidade ao lado da Nestlé

"Estamos muito animados com este retorno", comentou Izael Sinem Júnior, diretor de comunicação e marketing da empresa suíça

Gazeta Esportiva

OSASCO - Cinco meses após o anúncio da saída do Finasa, que causou grande comoção no voleibol nacional, o time feminino de Osasco anunciou oficialmente uma nova parceria: a partir da temporada 2009/2010 a Nestlé vai apoiar a equipe através da marca Sollys. Por conta disso, os atuais vice-campeões brasileiros abandonarão o tradicional vermelho para passar a utilizar o laranja e o branco em seu uniforme.

Trata-se do retorno da empresa ao voleibol feminino - entre 1993 e 1999, a empresa bancou a manutenção do time do Leite Moça (depois Leites Nestlé), tricampeã da Superliga, Sul-americano e do Mundial de clubes de 1994. Entre os nomes que passaram pelo time de Sergio Negrão estavam Ana Moser, Ana Paula e Fernanda Venturini.

"Estamos muito animados com este retorno", comentou Izael Sinem Júnior, diretor de comunicação e marketing da empresa suíça. De acordo com ele, a parceria inicialmente é válida por um ano, mas deverá ser estendida. "Temos um histórico de muito êxito. Essa experiência vitoriosa da década de 90 nos deixa mais tranquilos com relação aos compromissos neste esporte. Nosso foco é agora, mas não entramos em projeto de curto prazo", avisou.

A estreia do novo uniforme será no próximo sábado, às 19h30 (horário de Brasília), quando o agora Sollys Osasco abre o segundo turno do Campeonato Paulista contra o Apiv/Supricel/Amhpla, de Piracicaba. Local do confronto, o ginásio Professor José Liberatti já estará devidamente ornamentado pelo novo patrocinador. A Nestlé também prevê ações envolvendo atletas, torcida e comunidade.

Técnico da equipe, Luizomar de Moura não escondeu o alívio com a oficialização do anúncio - durante o período da crise provocada pela saída do Finasa, ele tomou a frente nas negociações e, ao lado do prefeito da cidade, Emídio de Souza (PT), buscou novos patrocinadores.

"Hoje é um dia muito feliz. Se tudo o que aconteceu tem um lado positivo, é o de que mostramos a força do voleibol. A saída do antigo patrocinador causou uma comoção muito grande, mas as empresas viram a importância de se apoiar o esporte", afirmou o treinador.

Pelo menos outras três empresas grandes se interessaram seriamente pelo projeto do Osasco, além de diversas sondagens. "Alguns ramos de atividades que se interessaram eram inconvenientes para o vôlei", confessou o prefeito. "Queríamos alguém com estrutura para que a qualidade do time não se perdesse. Não adiantava nada baixar os custos para atrair algum empresário, mas não manter a qualidade", destacou.

Apesar de os valores do patrocínio não terem sido divulgados, o Osasco conseguiu manter seis atletas campeãs do Grand Prix com a seleção brasileira: Thaísa, Sassá, Natália, Adenízia, Ana Tiemi e Camila Brait, além de contratar a campeã olímpica Jaqueline. A única perda foi Paula Pequeno, que recebeu uma proposta irrecusável da Rússia.

Sollys - De acordo com Izael Sinem, a escolha da marcas Sollys para liderar o apoio ao Osasco não tem relação com o fato de o principal rival dos paulistas, o Rio de Janeiro, ter estampado a marca do concorrente Ades até a última temporada - a partir deste ano, o Rexona/Ades passará a se chamar apenas Unilever.

"A Nestlé tem 98% de penetração nos lares brasileiros e já foi eleita várias vezes pelo público como a marca mais confiável", justificou o executivo. "A escolha da Sollys foi porque acreditamos que a marca tem vários aspectos que acompanham o vôlei feminino, como dinamismo e jovialidade", emendou.

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