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03/08 - 14:21

"O melhor da nova seleção é a determinação", diz Leandro Vissotto
Oposto ganhou a posição de titular na renovada seleção masculina e garante que a final da Liga Mundial foi jogo mais difícil da carreira

Por Aretha Martins, do iG Esporte


SÃO PAULO – A seleção brasileira masculina de vôlei ficou com uma posição vaga no ataque depois da prata na Olimpíada de Pequim. Com a aposentadoria de Anderson do time nacional, Bernardinho precisava de um novo oposto. Leandro Vissotto e Rivaldo disputaram a vaga na Liga Mundial, primeira grande competição da nova seleção. O gigante de 2,12m venceu a briga.

Vissotto começou no banco de reservas. Ele foi um dos últimos a chegar à seleção, já que estava na final do Campeonato Italiano (ficou com o vice). Mas o jogador logo se entrosou com o time, principalmente com o levantador Bruninho, e ganhou o seu espaço. “A gente jogou junto na Unisul e meu estilo combina com o dele. A minha bola não é tão rápida, tão acelerada, e isso facilita para o entrosamento”, explicou o jogador.

O oposto foi titular em 11 dos 16 jogos do Brasil na Liga Mundial e foi o maior pontuador em sete partidas, inclusive na final. Leandro Vissotto fez 29 pontos na vitória sobre a Sérvia. “Aquele foi o melhor jogo da Liga e posso dizer que foi o melhor momento da minha vida. E o mais difícil”, lembra.

AFP
Vissotto vibra com a seleção brasileira

A partida aconteceu na casa dos adversários e o Brasil sofreu com os erros de arbitragem. No quarto set, quando a seleção poderia liquidar a partida, o primeiro árbitro não marcou desvio depois que a bola atacada por Milijkovic bateu no bloqueio de Murilo e voltou na cabeça no sérvio. O jogo foi interrompido e, o juiz chamado até a mesa. Ele teve que dar o ponto para o Brasil.

“Foi tudo muito catimbado. Quando o juiz parou a partida, a torcida jogou de tudo na quadra. Teve isqueiro, moeda, pacote de bala... Partiram para a agressão física mesmo e foi uma pressão muito grande”, conta Leandrão. “Aquilo foi claramente roubado. A gente sentiu que foi injustiça, mas isso deu ainda mais força para continuar”, completou.

O Brasil perdeu o quarto set, mas venceu o tie-break e ficou com o ouro da Liga. “Vencemos na raça. Por tudo que a gente fez no campeonato, a gente não merecia perder aquele jogo. Eu tinha uma certeza dentro de mim que a gente iria acabar vencendo”, falou o jogador.

 “O melhor dessa equipe é a determinação”, afirmou Leandro. Ele ainda ressaltou a melhora no bloqueio, já que a renovada seleção é mais alta que a antiga, com o oposto de 2,12m, além de Lucão (2,09m), Sidão (2,03m), Éder (2,04m) e João Paulo (2,04m). “Sem dúvida o nosso bloqueio melhorou. Ficamos mais ofensivos”, avaliou. Mas Leandrão prefere não fazer muitas previsões. “O que ainda precisa melhorar? Isso quem decide é o patrão!”, brincou. 

O título da Liga Mundial, o primeiro com a renovada seleção masculina, recolocou o time no topo depois da derrota na final olímpica para os Estados Unidos e do quarto lugar na Liga do ano passado. Entretanto, o lema é manter os pés no chão. “Foi uma grande conquista logo no primeiro torneio. E no primeiro torneio como titular! Mas não é porque a gente ganhou que pode ficar achando coisas ou criando expectativas. Foi um bom começo, mas ainda é só o começo de um trabalho”, enfatizou Vissotto. Ele também não se vê como titular absoluto mesmo depois da escolha de Bernardinho neste campeonato. “Ajudar sempre ajuda, mas isso não pode ser o fim. Tenho que continuar o trabalho e continuar treinando muito”, garantiu.

A seleção brasileira teve uma semana de descanso e já está mais uma vez concentrada. Os jogadores se reapresentaram nesta segunda-feira para os treinos para o Sul-americano. O torneio começa no 14 agosto, em Cali, na Colômbia.


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AP

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Leandro Vissotto
Jogador ganhou a vaga de oposto titular na campanha do ouro na Liga Mundial

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