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Vôlei

23/06/2009 - 08:49

Para ficar ao lado da família, Gustavo e Rodrigão deixam a Itália e voltam ao Brasil
Os centrais retornam ao País e vão jogar no Pinheiros/Sky, novo time de vôlei masculino da capital paulista

Por Aretha Martins, do iG Esporte


SÃO PAULO – Oito anos longe do seu país. Dificuldades com o frio, com o idioma diferente e com a adaptação da família. Ou quatro anos na Itália, vendo esposa e filhos  apenas nas férias. Essas são as histórias de Gustavo, que deixou o Brasil em 2001, e Rodrigão, que estava jogando no Macerata. Cansados dos europeus e com saudades de casa, os dois assinaram por três anos com o Pinheiros/Sky, novo time de vôlei masculino da capital paulista.

“Não queria ficar na Itália e todo mundo sabe das brigas e dos desentendimentos que tive com a diretoria do Treviso. Cada ano pesava mais. Se tivesse que ficar, seria sozinho. Minha família já tinha voltado para o Brasil. Agora eu vou ficar ao lado deles e isso foi um ponto crucial para eu assinar com o Pinheiros/Sky”, afirmou Gustavo.

Sem revelar valores, Gustavo também comentou que a crise mundial chegou ao voleibol italiano, considerada o país com o melhor campeonato nacional do mundo. "A crise chegou na Europa e falaram em reduzir em 15% o salário de todo mundo do clube", disse o atleta.

O jogador contou que a sua família não estava vivendo bem na Itália. “Para mim estava tudo certo. Eu saia, ia treinar ou jogar, e depois voltava para casa. Mas a minha mulher (Raquel), não tinha muito o que fazer e isso era bem ruim”, explicou Gustavo.

Ele contou que mandou a família de volta para o Brasil antes do final da temporada do Italiano a antes mesmo de saber de conseguiria voltar a jogar por aqui. “Fomos eliminados nas quartas-de-final pelo Macerata, de Rodrigão, mas tivemos que ficar treinando até o final do Campeonato. Uma palhaçada, né”, contou Gustavo, que treinou até o dia 22 de maio com o Sisley/Treviso. “Aí minha esposa voltou com meus filhos para a minha cidade (Passo Fundo) para eles poderem começar o ano na escola”, completou o jogador, pai de Enzo, de cinco anos, e Eric, de nove. “ Voltei para origem ao jogar em São Paulo. Foi um sonho realizado”, explicou.

Jogadores falam sobre novo e time e contam
como é voltar para casa; assista!

Outro pai de família que queria curtir mais os filhos é Rodrigão. O central é casado e tem três filhos, mas toda a família continuou morando na Praia Grande, litoral paulista, quando o jogador foi para Itália, há quatro anos. “Eles só conseguiam ir para lá nas férias da escola. Eu passava pouco tempo com eles e muito tempo sozinho”, explicou.

Rodrigão já estava decidido a não passar mais uma temporada na Europa. “Se não fosse para o Pinheiros, eu acho que voltaria ao Brasil de qualquer jeito, para outro clube. Não queria estar mais na Itália. Queria a minha família perto o tempo todo”, contou.

Por enquanto, o central ainda não se muda para São Paulo. Ele e a família vão morar na Praia Grande. “Pelo menos agora estou muito mais perto deles e posso jogar aqui (na capital) e ir para lá todos os dias, sem problemas”, disse Rodrigão. “Nem quero mais pensar em viajar ou me mudar. Já arrumei todas as minhas coisas no guarda-roupa e deixei as malas no porão de casa. Não quero nem mais olhar para elas!”, falou Rodrigão.

Já Gustavo não vai morar ao lado de esposa e filhos, pelo menos por enquanto. Ele disse que vai ficar em um apart-hotel pelo menos até o mês de julho e, nas férias escolares, vai trazer a família para São Paulo. Porém, uma coisa já é passado: o frio. “Vocês falam que aqui está frio? Não sabe como era na Europa. Olha, estou só com o agasalho e já estou suando”, brincou Gustavo. “Vou poder brincar com meus filhos aqui no clube (Pinheiros). Nem quero imaginar eles nessas piscinas... E tudo isso só falando em português! Não tem coisa melhor!”, confessou o meio-de-rede. 


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Depois de quatro anos vendo esposa e filhos apenas nas férias, central volta a morar ao lado da família

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