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24/04 - 12:48

Com novo patrocinador, equipe de vôlei feminino segue em Osasco
A equipe vai continuar com sede na Grande São Paulo e já conta com o técnico Luizomar de Moura e com Carol Albuquerque

Por Aretha Martins, do iG Esporte


SÃO PAULO - Depois de uma semana de especulação, acabou o sofrimento de jogadoras e torcedores do extinto Finasa/Osasco. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no ginásio José Liberatti, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, confirmou que o time vai seguir na cidade e terá o patrocínio de um grupo de empresários.

O acordo saiu depois de reuniões na noite de quinta-feira e da manhã desta sexta, entre o ex-técnico do Finasa/Osasco e a prefeitura da cidade. Ainda não foi divulgado, contudo, qual o grupo de empresários que patrocinará a equipe. Segundo a prefeitura de Osasco, a informação não foi revelada pois tudo foi "decidido muito rapidamente" e ainda não houve debate sobre como será o trabalho com a marca e o novo time.

Luizomar de Moura e a levantadora Carol Albuquerque foram os primeiros a assinar com o novo time de Osasco. Agora, o treinador será o responsável por entrar em contato com as demais jogadoras para fechar os contratos e ver quem segue na cidade. Segundo Emídio de Souza, eram investidos cerca de R$ 6 milhões de reais anuais pelo Finasa no antigo time e esse valor será mantido com o "novo Osasco", ainda sem nome definido.

Também será mantida a infra-estrutura da equipe, bancada pela prefeitura. As jogadoras já treinavam e mandavam partidas no ginásio municipal José Liberatti e isso vai continuar para a próxima temporada.

A prefeitura de Osasco cumpriu assim uma promessa feita na tarde de quinta-feira. Em entrevista coletiva, Emídio de Souza garantiu que o time adulto de vôlei não deixaria a cidade. Ele passou a manhã reunido com representantes do Bradesco, grupo ao qual pertence o Finasa, para tentar rever o patrocínio e estudar formas de manter o time. Emídio de Souza chegou até a cogitar a hipótese de a prefeitura investir na equipe.

O prefeito de Osasco e o técnico Luizomar de Moura pediram pra que os patrocinadores não demorassem para dar uma resposta, para evitar um desmanche do time.

Durante esta semana, clubes e cidades mostraram interesse em "adotar" o extinto time. O Botafogo, no Rio de Janeiro, a prefeitura de Barueri e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em parceria com o Sesi, queriam montar uma equipe com as jogadoras, mas pararam na barreira de encontrar um patrocinador. O São Caetano/Blausiegel, de Mari, Sheilla e Fofão, também demonstrou vontade em contratar algumas jogadoras para próxima temporada.

Relembre o caso
O Finasa/Osasco, tricampeão da Superliga, foi extinto na noite de segunda-feira. O patrocinador decidiu não investir mais na equipe adulta e seguir com os trabalhos apenas na categorias de base, como já faz com o basquete. O time contava com estrelas como Paula Pequeno, Thaíssa, Sassá e Carol Albuquerque, campeãs olímpicas em Pequim e com jovens talentos como Natália, Adenísia e Camila Barth.

O time era rival do Rexona/Ades nas finais da Superliga e enfrentou as cariocas nas cinco últimas temporadas, mas há quatro anos é apenas o segundo colocado. Na decisão deste ano, a equipe perdeu o ouro para as comandadas por Bernardinho por 3 sets a 2, no Maracanãzinho.

Jogadores e técnicos ficaram bastante abalados com a extinção do Finasa/Osasco. As atletas foram informadas sobre o fim do time por telefone. Paula Pequeno, que estava no Osasco desde 1997, quando ainda era das categorias de base chorou muito e agradeceu o apoio da torcida. Para José Roberto Guimarães, que foi tricampeão com o Finasa/Osasco, a notícia foi como a perda de um ente querido.


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carol albuquerque

Carol Albuquerque
Levantadora, campeã olímpica em Pequim, foi a primeira a fechar com o "novo Osasco"

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