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Brasil irá ao país europeu jogar por retorno à elite da tradicional competição entre nações

O duplista Bruno Soares, titular desde que João Zwetsch assumiu o cargo de capitão da Copa Davis, lamentou o sorteio que colocou o Brasil diante da Rússia nos playoffs do torneio por nações . A condição climática que a equipe brasileira encontrará é motivo de preocupação para o tenista.

"O clima lá é muito frio e nós não estamos acostumados, por isso o período de adaptação é importante. Vou trabalhar duro para ser convocado novamente pelo capitão e defender o Brasil nessa partida", afirmou Soares, 29 anos, o membro mais experiente do time nacional.

O Brasil jogaria dentro de casa contra Áustria, Chile, Croácia, Índia, República Tcheca e Suíça. Diante de Israel ou Rússia, um sorteio definiria a sede. Desta forma, além de pegar um adversário complicado, o time de João Zwetsch terá o azar de atuar como visitante.

"Esse confronto não é muito favorável para o Brasil, afinal tínhamos grandes chances de jogar a decisão em casa. Disputar a vaga na Rússia vai ser mais complicado, pois eles vão escolher o local da partida, tipo de quadra, bola e farão o possível para nos complicar. Precisamos estar prontos para encarar qualquer situação" disse Soares.

A Rússia foi vice-campeã da Davis em 1994, 1995 e 2007. Em 2002 e 2006, com Marat Safin, ex-líder do ranking mundial, levou o título. Na última série, a equipe perdeu por 3 a 2 para a Suécia com Teymuraz Gabashvili, Igor Andreev, Igor Kunitsyn e Dmitry Tursunov. O país ainda conta com Mikhail Youzhny, 17º do mundo, e Nikolay Davydenko, 29º.

"Essa partida inédita será um grande desafio para a equipe brasileira. A Rússia possui jogadores de alto nível, como Davydenko e Andreev, e utiliza diferentes formações durante os confrontos. Precisamos estar preparados para qualquer situação", declarou Soares.

Brasil e Rússia duelam pelos playoffs do Grupo Mundial entre os dias 16 e 18 de setembro. O local e o tipo de piso ainda não foram definidos, mas os donos da casa devem escolher uma superfície rápida para complicar a equipe sul-americana, afastada da elite da Davis desde 2003 e derrotada nos playoffs nos últimos cinco anos.

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