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Tenista espanhol conquista o tricampeonato no Brasil Open, supera Guga e afirma que voltará para o torneio sempre que o chamarem

A Nicolás Almagro falta o que em solo brasileiro? Neste domingo, o espanhol derrotou o italiano Filippo Volandri na final do Brasil Open e assegurou o tri do torneio, deixando Gustavo Kuerten para trás na lista de campeões. Ele foi aplaudido desde seu primeiro jogo em São Paulo até a hora em que ganhou a final e mostrou em sua camiseta uma declaração de amor ao país, saindo aí, sim, aclamado. Ganhou no Ginásio do Ibirapuera em condições bem diferentes às da Costa do Sauípe, mostrando versatilidade. Mostrou bom-humor nas entrevistas. Era como se ele estivesse à vontade em sua casa.

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Tirando o fato de que realmente só falta a casa. Tal como seu compatriota Juan Carlos Ferrero, seu companheiro de treinos, fez na década passada ao adquirir um imóvel na praia de Guarajuba, no litoral baiano, o espanhol pensa em comprar alguma propriedade e fincar raízes por aqui?

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Ele sorri. “Estou esperando para ver se alguém me dá uma de presente, afirma ao iG , para aí gargalhar. “Bem, Juan Carlos comprou sua casa há um tempo em Guarajuba e, quando tem, tempo, sempre dá uma escapada e passa lá alguns dias. Um lugar muito bonito. Tomara que, quando me aposentar, espero que possa ter muito dinheiro para também ter uma casa aqui no Brasil e poder desfrutá-la.”

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Hegemonia
Sem se importar com a alteração do cenário, deixando o calor e o vento na Costa do Sauípe, à beira da praia, para jogar na altitude e ginásio indoor em São Paulo, Almagro só fez crescer seu rendimento em quadras brasileiras. Seu retrospecto no Brasil Open agora é de 19 vitórias e apenas quatro derrotas. Mesmo que considere que seu rendimento estivesse um pouco aquém do que espera.

Espanhol se tornou tricampeão do torneio disputado no Ibirapuera
AE
Espanhol se tornou tricampeão do torneio disputado no Ibirapuera

“Não foi minha melhor partida no Brasil”, afirma, em relação a sua atuação na decisão diante de Volandri. “Estava tenso, mas uma vez mais tive de controlar as emoções, algo que aprendi a exigir para mim. Poder ganhar um torneio e pensar que poderia jogar um pouquinho melhor é algo bom. Isso me deixa feliz.” 

Pensando em tantas vitórias por aqui, Almagro só não consegue eleger qual de seus três títulos seria o mais especial. “É uma pergunta difícil. Todos os títulos são iguais e importantes na minha carreira”, afirma o detentor de 11 títulos no circuito ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), todos eles no saibro.

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“Em 2008, foi um torneio incrível. Consegui ganhar de Carlos Moyá (compatriota ex-número um do mundo) numa final duríssima. No ano passado, foi o começo de uma gira que nunca sonhava em ter. Ganhar no Brasil, em Buenos Aires e depois chegar muito perto do título em Acapulco e fazer um triplete em três semanas. Neste ano, sempre é difícil repetir, depois de ganhar no ano anterior”, explica. “Fico com os três e tomara que ano que vem eu possa voltar para ganhar o quarto.

Fazendo aula
O sucesso em quadras brasileiras o levou, então, de antemão, a escrever na manhã deste domingo em uma camiseta amarela que “ama o Brasil”, deixando o item separado para vestir em uma hora oportuna ao público. Se sentiu mais motivado ainda a fazer o gesto depois de ter recebido, via Twitter, uma mensagem de incentivo do próprio Guga Kuerten, aquele que estava prestes a ser desbancado.

Nicolás Almagro posa com o troféu conquistado em São Paulo
AE
Nicolás Almagro posa com o troféu conquistado em São Paulo

“Fico honrado de poder compartilhar com ele a paixão por um esporte que me goste tanto. Mas nunca podem me colocar no mesmo patamar dele, ele é um tricampeão de Roland Garros”, diz.

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Esse sucesso também torna o Brasil Open uma etapa quase obrigatória em seu calendário. “Sempre que puder e que alguém me queira no Brasil, ficaria bem contente em jogar aqui. Já digo que colocaria a camiseta e viria.”

Se ele planeja tantas visitas assim ao país, então, realmente não é a hora de seguir os passos de Ferrero? “Hoje é muito difícil, mas eu gosto do Brasil. Se tiver que viajar passar um tempo no país, seria de hotel em hotel para poder ver muitas cidades que sei que são muito bonitas. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife”, enumera. “Vê? Estudei esta manhã também.”

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