Tamanho do texto

Em busca do hexacampeonato, número 1 do mundo precisa de cinco sets e quatro horas de jogo para derrotar norte-americano John Isner

Rafael Nadal vibra com ponto diante de John Isner. Espanhol busca seu sexto título no Grand Slam francês
AFP
Rafael Nadal vibra com ponto diante de John Isner. Espanhol busca seu sexto título no Grand Slam francês
Sufoco. Esta é a palavra que define a estreia de Rafael Nadal no Aberto de Roland Garros. Buscando seu sexto título no Grand Slam francês, o espanhol sofreu além da conta para derrotar o norte-americano John Isner: 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 6/7 (2-7), 6/7 (2-7), 6/2 e 6/4, após quatro horas e um minuto de jogo.

O equilíbrio foi a marca da partida desta terça-feira. Quem esperava ver Nadal sobrando em quadra, viu um Isner extremamente combativo. Pode-se dizer até que o norte-americano foi melhor no duelo até o terceiro set. Chegou a estar vencendo por 2 sets a 1. Depois disso, porém, o gás acabou e o número 1 do mundo caminhou firme para a vitória.

Esta foi a terceira partida entre Nadal e Isner, 39º no ranking da ATP, na história. O espanhol havia vencido as duas anteriores, nas oitavas de final do Masters 1000 de Madrid e de Indian Wells, ambas em 2010.

O próximo adversário de Nadal em Roland Garros será o também espanhol Pablo Andujar, 48º colocado no ranking. Eles nunca se enfrentaram.

O jogo
Assim como esperado, Nadal começou a partida melhor. A consistência foi a marca do espanhol no primeiro set. Isner até atacava bem (conseguiu 15 winners), mas tinha problemas para converter seus serviços e entregou 13 pontos em erros não-forçados.

Mesmo assim, a primeira parcial só foi decidida com uma quebra de vantagem. Isso porque Nadal só conseguiu aproveitar um dos cinco break points que criou. O norte-americano, que não chegou perto de derrubar o saque rival, segurou firme, mas acabou cedendo: 6/4.

Veio o segundo set e as coisas continuaram equilibradas. A diferença aí foi que Nadal passou a errar mais, enquanto Isner melhorou seu rendimento, tanto no serviço, quanto na devolução. Se na primeira parcial o norte-americano sacou com 51% de eficiência, foi a 64% no segundo. E se Nadal só havia cometido quatro erros, este número subiu para 13.

Com uma quebra para cada lado, o set foi decidido somente no tie break. De forma surpreendente, Nadal foi presa fácil e Isner venceu por 7-2.

A igualdade persistiu na parcial seguinte. Ambos sacaram muito bem e ninguém conseguiu derrubar o serviço adversário. Nadal até teve três break points, mas não aproveitou. Isner voltou a golpear bem (foram 26 winners), mas, por outro lado, viu o espanhol reduzir novamente o número de erros não-forçados para quatro.

Assim como no segundo set, o vencedor foi conhecido somente no tié break. E, também como na parcial anterior, Isner sobrou em quadra e aplicou novo 7-2, anotando 2 sets a 1 no placar.

Mas, justamente quando tinha vantagem no marcador, Isner cedeu. Com 12 erros não-forçados, o americano teve seu serviço quebrado duas vezes (no terceiro e no sétimo games). Pior que isso, não teve a menor chance de lidar com o saque de Nadal, que fechou a quarta parcial em tranquilos 6/2.

O quinto e decisivo set já mostrava Isner cansado, em contraste ao bem preparado Nadal. O americano voltou a abusar dos erros não-forçados e já não conseguiu mais encaixar golpes tão precisos. Melhor para o favorito, que quebrou o serviço do rival logo no segundo game. A partir daí, foi só o trabalho de administrar a vantagem para finalizar a parcial em 6/4 e o duelo em 3 sets a 2.

Veja imagens do terceiro dia de competições em Roland Garros:

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.