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Música, comida, futebol e até medo do escuro fazem parte da rotina das feras do tênis, dentro ou fora da quadra

Antes de entrar em quadra, Novak Djokovic gosta de ouvir ópera e música dos Balcãs. Rafael Nadal tem medo de escuro e de aranhas. Andy Murray poderia ter trocado o tênis pelo futebol, enquanto Roger Federer é fã da banda australiana AC/DC.

Os quatro melhores tenistas do mundo também têm suas preferências e manias. Uma delas, por exemplo, já virou até tradição (sem deixar de ser, evidentemente, um mistério universal): por que Rafael Nadal arruma tanto as suas garrafas d’ água? A cada intervalo, lá vai o espanhol alinhar milimetricamente cada garrafinha... Mania, superstição ou ritual?

“É um ritual dele, algo que de certa forma sempre o ajudou a manter a calma e a concentração durante os jogos”, diz Juan Salzano, jornalista espanhol.

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Um “capricho” que praticamente todos os tenistas profissionais têm acontece na hora de escolher a bola para sacar. É necessária muita atenção para decidir qual a bolinha ideal para cada ponto. Antes de cada saque, os atletas analisam às vezes cinco ou seis bolas para eleger a preferida. Mas, quais os critérios da escolha?

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“Não é mania, tem lógica. Analisamos as bolas ‘mais rápidas’, aquelas ’mais carecas’, porque terão menos atrito com o ar e serão mais velozes. O que vai ajudar quem saca e prejudicar quem recebe o saque”, explica o ex-tenista Greg Rusedski, dono de um dos mais potentes saques da história do tênis.

Mas, tem também quem escolha bolinha por outras razões. “O Goran Ivanisevic (ex-tenista croata), que sacava como ninguém, com ‘bolinha cabeluda ou careca’, gostava de repetir as bolas dos pontos que ganhava. Aí não tem lógica, é pura superstição (risos)”, completou Rusedski.

Quando o jogo está complicado, Federer não para de ajeitar os cabelos
Getty Images
Quando o jogo está complicado, Federer não para de ajeitar os cabelos
Ajeitada no cabelo

Roger Federer, por sua vez, repete com frequência as passadas de mão no cabelo, principalmente antes dos pontos nos serviços do adversário.  “Quando ele fica mais nervoso, as arrumadas no cabelo ficam mais constantes. É uma mania que ele tem dentro de quadra. Na Suíça, brincamos que, para saber se o jogo está complicado, basta reparar se o Roger está jogando o cabelo de um lado para o outro”, afirma o jornalista Christian Despont, ao imitar com as mãos o gesto de Federer.

A alimentação balanceada é uma das preocupações de todo atleta profissional. O sérvio Novak Djokovic, por exemplo, relaciona sua temporada perfeita com o fato de ter cortado alimentos com glúten de sua dieta. Mas, claro, eles também não resistem o tempo todo às tentações da boa culinária. Murray não abre mão de pizzas e sorvetes. Nadal gosta de macarrão com frutos do mar. O espanhol, inclusive, revelou que antes da estreia no ATP Finals contra Mardy Fish, no último domingo, havia almoçado macarrão com salmão.

Tenistas boleiros

Outra curiosidade entre os quatro principais tenistas do mundo é que o futebol está diretamente ligado à vida dos ‘top 4’. Saem os ídolos, entram os torcedores: Federer é apaixonado pelo FC Basel, o atual representante suíço na badalada Liga dos Campeões da Europa ; Nadal torce pelo Mallorca, mas não esconde uma quedinha pelo poderoso Real Madrid ; Djokovic abre um sorriso para falar do Estrela Vermelha de Belgrado; e Andy Murray se diz torcedor do modesto Hibernian, da primeira divisão escocesa.

O número 3 do ranking, aliás, poderia ter se tornado um profissional do esporte bretão em vez de desfilar seu talento pelas quadras de tênis. Em entrevista à revista oficial da ATP, Murray revelou que na adolescência recebera um convite do Rangers, tradicional equipe da Escócia, para integrar as categorias de base do clube.

Djokovic admite que quando não está jogando tênis, adora disputar uma partida de futebol
Getty Images
Djokovic admite que quando não está jogando tênis, adora disputar uma partida de futebol

Quem também gosta de deixar a bolinha amarela de lado e correr atrás de uma bola de futebol é o sérvio Djokovic. “Esporte é minha vida. Quando não estou jogando tênis, estou sempre acompanhando jogos de futebol, golfe, basquete e vôlei, que é uma das paixões na Sérvia. Gosto muito de jogar futebol sempre que posso”, conta o melhor tenista da atualidade.

Ao ser perguntado sobre sua posição predileta nos campos, o sérvio não teve dúvidas: “Eu sou lateral-esquerdo”, brincou Djokovic.

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