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Espanhol foi acusado por ex-ministra da França de se afastar do circuito em 2012 por conta de resultado positivo no doping

Rafael Nadal foi acusado de doping por ex-ministra francesa
Getty Images
Rafael Nadal foi acusado de doping por ex-ministra francesa

Acusado de doping por uma ex-ministra da França, o tenista espanhol Rafael Nadal ganhou nesta sexta-feira o apoio formal do governo e do comitê olímpico do seu país. Em comunicados oficiais, as autoridades defenderam o dono de 14 títulos de Grand Slam e rebateram as acusações de Roselyne Bachelot, ex-ministra francesa de Saúde e Esporte.

Na quinta, ela afirmara que Nadal havia se afastado do circuito profissional em 2012 "provavelmente porque teve resultado positivo para um teste antidoping", disse Bachelot, em entrevista a um canal da TV francesa. Na época, o tenista alegara que estava se recuperando de lesão.

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O Comitê Olímpico da Espanha respondeu à acusação em comunicado, no qual diz que Nadal "foi submetido a inumeráveis controles antidoping durante toda sua longa carreira". Já Miguel Cardenal, presidente do Conselho Superior de Esportes (órgão ligado do governo), classificou as declarações de Bachelot como "calúnia contra um dos mais importantes atletas da história".

Técnico e tio do tenista, Toni Nadal foi menos diplomático em sua resposta. Ele chamou a francesa de "imbecil", de acordo com a mídia espanhola. Seu pupilo também se defendeu. "Nunca tive essa tentação. Estou Limpo. Sempre trabalhei muito duro e, quando estava lesionado, nunca tomei nada proibido para me recuperar mais rápido. Estou muito longe disso", declarou, em Indian Wells, onde disputará o primeiro Masters 1000 da temporada.

Antes de se defender, o espanhol havia declarado que a russa Maria Sharapova precisava "pagar" por ter sido flagrado em teste antidoping durante a disputa do Aberto da Austrália - o resultado positivo só foi anunciado pelas autoridades à tenista no início do mês.

O exame constatou presença do medicamento Meldonium, também conhecido como Mildronato, nas amostras da ex-número 1 do mundo. A substância se tornou proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) em 1º de janeiro. As autoridades ainda não anunciaram uma punição à tenista.