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Tricampeão de Roland Garros foi o protagonista da vitória do Brasil sobre a Espanha em 1999. Desde então, tênis se ressente de um grande nome e vive de idas e vindas na Copa Davis

Guga foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa Davis de 1999
Getty Images
Guga foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa Davis de 1999

Mesmo atuando no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe brasileira da Copa Davis admite que não é favorita para o confronto diante da Espanha, válido pela repescagem do Grupo Mundial. Os espanhóis não têm Rafael Nadal e David Ferrer, o que aumentam as chances do Brasil, mas os jogadores de simples dos rivais vivem melhor momento e tem mais experiência.

No histórico do confronto na Davis, a Espanha também leva a melhor. Foram sete confrontos, com cinco vitórias espanholas contra duas brasileiras. No último duelo, o mais emblemático para o Brasil, Guga brilhou e foi decisivo.

Nas oitavas de final da Davis de 1999, o time formado por Fernando Meligeni, Gustavo Kuerten, Jaime Oncins e Márcio Carlson venceu Alex Corretja, Albert Costa, Carlos Moyá (capitão do time de 2014) e Félix Mantilla venceu os espanhóis por 3 jogos a 2, no saibro de Lérida, na Espanha.

Guga foi protagonista e participou de todas as vitórias do Brasil no confronto. No primeiro dia, passou por Alex Corretja por 3 sets a 0, enquanto Meligeni foi derrotado por Moyá. Nas duplas, Guga e Jaime Oncins passaram por Corretja e Albert Costa por 3 sets a 1 e deixaram o Brasil a uma vitória de definir o confronto. No último dia, Guga, número 18 do ranking na ocasião, não deu chances e atropelou Moyá por 3 sets a 0. "Acho que é histórico. Daqui a muito tempo ainda vão lembrar o que a gente fez aqui", disse Guga na época. 

Brasil corre por fora
Apesar de toda a inspiração pelo seu feito em 1999, o ex-tenista brasileiro vê grandes dificuldades para o Brasil vencer a Espanha, mas entende que as ausências de Nadal e Ferrer surgem como uma oportunidade.

"A gente corre muito por fora nesse embate. Os melhores jogadores da Espanha não vieram, mas, mesmo assim, eles são bem fortes. Na época em que eu jogava, era a mesma coisa. Não tem como eles não serem favoritos, mas a janela ficou aberta com essas ausências. Ainda assim, vai ter que ser na base da superação, do envolvimento com a torcida, jogando de 120% a 130%", afirmou Guga no lançamento de sua biografia - "Guga - Um brasileiro" -, da editora Sextante.

História: Brasil chegou a duas semifinais 
Desde que o Grupo Mundial foi instituído, em 1981, o Brasil disputou 25 confrontos e ganhou nove, oito deles em casa, sendo três pela rodada de repescagem. A única vitória fora veio exatamente contra a Espanha, em 1999. 

Em suas melhores campanhas na Davis, o Brasil chegou duas vezes nas semifinais. Em 1992, Luiz Mattar, Jaime Oncins e a dupla Cássio Motta/Fernando Roese surpreenderam Alemanha e Itália em casa e caíram para os suíços. Já em 2000, Gustavo Kuerten (número 1 do mundo), Fernando Meligeni, Jaime Oncins, Francisco Costa e André Sá venceram a França e Eslováquia no Brasil e perderam na grama da Austrália.

Entre 1997 e 2003, o Brasil foi presença marcante no Grupo Mundial da Davis, por conta do protagonismo de Guga. Mas, desde então, o Brasil sente falta de algum jogador com a experiência e liderança do ex-tenista catarinese.

Depois da aposentadoria do melhor tenista da história do País, o time brasileiro oscilou e só voltou ao Grupo Mundial no ano passado. Diante dos Estados Unidos, o Brasil fez um duelo acirrado fora de casa, mas perdeu por 3 jogos a 2 e acabou deixando a elite. Para retornar em 2015, será preciso vencer a forte e tradicional equipe da Espanha no Ginásio do Ibirapuera. 

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