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Roberto Burigo lamentou o fato de muitos torcedores, que pagaram até R$ 300 por um ingresso, ficarem sentados nas escadas e disse que ocorreu a venda de ingressos falsos

Torcida foi forçada a se acomodar nas escadas do Ginásio do Ibirapuera
Gazeta Press
Torcida foi forçada a se acomodar nas escadas do Ginásio do Ibirapuera

O Ginásio do Ibirapuera ficou lotado no Brasil Open, principalmente nas partidas do Rafael Nadal, grande atração e campeão do torneio neste domingo . Mas, parte da torcida que compareceu ao evento sofreu com falta de assentos no anel inferior e foi forçada a se acomodar nas escadas ou mesmo ficar de pé, após pagar R$ 300 (inteira) ou R$ 150 (meia) para os ingressos deste domingo.

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O diretor geral do Brasil Open, Roberto Burigo, negou que foram vendidos mais ingressos do que a capacidade do Ginásio e sugeriu a falsificação de ingressos para os jogos.

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"O que posso dizer é que não distribuímos mais ingressos do que a capacidade do ginásio. Mas houve em diversos pontos a questão da falsificação de ingressos que vamos avaliar. É prematuro dizer qualquer coisa agora", disse Burigo. Vale lembrar que os ingressos vinham com lugares marcados, que não foram respeitados pelos torcedores em nenhum dos dias. Quem chegava primeiro ocupava o assento à sua escolha.

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A falta de lugares para os torcedores do anel inferior gerou descontentamento e discussão. Muitas vezes o que se viu foram debates acolorados entre os fãs e os seguranças, que tentavam, sem sucesso, barrar a entrada das pessoas. Dessa forma, alguns torcedores se sentavam nas escadas e invadiam a parte da arquibancada destinada à imprensa.

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Quadras com buracos e bola de má qualidade
As quadras do complexo do Ibirapuera foram alvo de muitas críticas dos tenistas, como David Nalbandian e o italiano Fabio Fognini, durante a competição por ter 'buracos' e desníveis de superfície. 

"A empresa que faz a quadra é a mesma que já prestou serviços para a gente no ano passado, e tem bastante tempo e experiência no mercado. Desta vez, as quadras não ficaram a contento dos jogadores. Na próxima vez, vamos fazer com que as quadras sejam testadas antes do torneio", declarou Burigo.

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Já Rafael Nadal criticou diretamente a ATP pelas bolas escolhidas pelo torneio em todas as suas coletivas, pois perdem os pêlos rapidamente. "Não tem um critério muito específico para escolher a bola. O importante é que a gente cumpra as regras e as exigências. E foi cumprido", disse o diretor do torneio. A Wilson, fornecedora das bolinhas, chegou a emitir um comunicado alegando que a mesmas preenchem as normas da ATP.

Roberto Burigo garantiu que a organização do torneio vai avaliar todas as críticas para dar melhorias para a próxima edição do evento, mas se disse satisfeito pelo resultado final da competição, que levou mais de 57 mil pessoas ao Ibirapuera.

"Todo mundo está de parabéns. Os patrocinadores estão todos contentes. A intenção é sempre melhorar. Vai ser difícil a gente se superar. Mas com certeza [as próximas edições] serão um sucesso", concluiu o diretor do Brasil Open.