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Apesar das críticas ao ginásio do Ibirapuera, suíço afirma que se divertiu bastante na cidade de São Paulo durante o sábado e faz avaliação positiva da turnê

Roger Federer não faz questão nenhuma de esconder que o sábado em São Paulo não foi um dia qualquer em sua vida. A torcida toda ao seu lado no ginásio do Ibirapuera durante a vitória sobre o francês Jo-Wilfired Tsonga o fez se sentir em casa. Antes disso, durante a tarde, teve a oportunidade de se encontrar com Pelé , com quem trocou camisas autografadas.

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"Foi um dos dias mais incríveis da minha vida", declarou Federer. "Visitar o Pelé no país dele é um sonho não só de qualquer atleta como de qualquer pessoa do mundo. Ele teve uma carreira muito grande. Fiquei impressionado com o quanto ele conhece sobre tênis e com o fato de ainda estar em ótima forma física. Foi um dia muito legal, em que me diverti bastante. Sinto-me um privilegiado", completou.

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Federer saiu de quadra satisfeito com a vitória sobre Tsonga e o show para a torcida
Gazeta Press
Federer saiu de quadra satisfeito com a vitória sobre Tsonga e o show para a torcida

A diversão teve sequência à noite. Nas vezes em que se referiu à partida contra Tsonga, Federer deu a impressão de que a vitória em si foi o menos importante. Ele preferiu destacar tudo o que fez em companhia do francês para entreter o público. Os dois arriscaram passos de dança com um mascote, fizeram embaixadinhas e até desafiaram os pegadores de bolinha para um game.

"Gostei muito de estar em quadra com ele. Jo é um cara muito divertido de enfrentar. Ele tem um estilo bacana. Hoje, mostrou um lado que a gente não está muito acostumado a ver durante as competições. Ele mostrou sua personalidade carismática e divertida", disse.

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A atmosfera criada entre ele, Tsonga e os torcedores na noite do sábado agradou Federer. A estrutura do ginásio, no entanto, não. E a crítica vai além do calor, que ele reclamou após o duelo de quinta-feira com o brasileiro Thomas Bellucci.

Federer encaixou um encontro com Pelé em sua agenda no Brasil
Reprodução/Facebook oficial
Federer encaixou um encontro com Pelé em sua agenda no Brasil

"Precisa melhorar muito", afirmou o tenista em relação ao Ibirapuera. "Precisa ser mais confortável para os fãs e para a mídia. Vem gente do mundo inteiro. O pessoal participa, a torcida é legal, mas o ginásio parece ser velho. Precisa de mais espaço para locomoção. Ter apenas uma quadra extra de treinamento é pouco. Falta muito ainda para chegar ao nível necessário para sediar um grande evento", completou.

Apesar de o incomodarem, os defeitos do Ibirapuera parecem não arruinar a avaliação que Federer faz da passagem por São Paulo. Ao refletir sobre os últimos dias, o vice-líder do ranking mundial chegou à conclusão de que tem aproveitado a viagem da melhor maneira possível.

"Não viria ao Brasil para simplesmente dormir e jogar. Gosto de conhecer pessoas e lugares, interagir com os torcedores, provar frutas diferentes. Meu objetivo era o de fazer um show divertido e atrair os fãs para uma próxima oportunidade. Isso é bom para eles também, que acabam tendo a chance de me ver de perto. É uma experiência excelente", ponderou.

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Neste domingo, Federer entra em quadra para encerrar a turnê que carrega o seu nome diante do alemão Tommy Haas. Mais cedo, o brasileiro Thomaz Bellucci joga contra o espanhol Tommy Robredo.

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